Ex-segurança de Demóstenes vai ao STF e pede para ficar calado na CPI

Com depoimento programado para esta quarta-feira na comissão, Hilner Braga Ananias entrou com habeas corpus para garantir o direito de não responder a nenhuma pergunta

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Convocado para depor na CPI mista que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados, Hillner Braga Ananias impetrou habeas corpus com pedido de liminar para garantir o direito ao silêncio. Hillner foi segurança do ex-senador Demóstenes Torres, que perdeu o mandato em julho por quebra de decoro parlamentar, sob a acusação de envolvimento com o grupo de Cachoeira.

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Autor do requerimento de convocação, o senador Pedro Taques (PDT-MT) argumentou que Hillner assessorou Demóstenes durante quase sete anos e, por ter mantido convivência próxima com o então senador, poderia prestar esclarecimentos relevantes à comissão. Hillner Ananias teve o nome citado em ligações captadas pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Cachoeira, em fevereiro.

O depoimento está marcado para quarta-feira (15). A decisão sobre o pedido caberá ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Além do habeas corpus impetrado pelo ex-segurança, há outro pedido no Supremo relativo à CPI. O ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran) Edivaldo Cardoso de Paula, impetrou habeas corpus junto ao Supremo, mas o processo segue em segredo de Justiça, motivo pelo qual o conteúdo não foi divulgado. Como o depoimento de Edivaldo também está marcado para a quarta-feira, acredita-se que ele também queira garantir o direito ao silêncio na comissão. O relator é o ministro Cezar Peluso.

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Além de Hillner e Edivaldo, há outros dois convocados para depor na reunião de quarta-feira, prevista para as 10h15: Rosely Pantoja, sócia da Alberto & Pantoja Construções, empresa tida pela Polícia Federal como integrante do esquema criminoso; e o delegado aposentado da Polícia Civil e ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás Aredes Correia Pires. Segundo a Polícia Federal, Aredes teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo na tentativa de evitar grampos.

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