CPI do Cachoeira retoma trabalhos com discussão de polêmicas nesta terça-feira

Integrantes da Comissão devem debater sobre a criação de sub-relatorias devido à sobrecarga de trabalho, novas convocações e depoentes que permanecem em silêncio

iG São Paulo | - Atualizada às

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações do bicheiro Carlos Augusto de Alveida Ramos, o Carlinhos Cachoeira , com agentes públicos e privados retorma seus trabalho nesta terça-feira (14) com ao menos três pontos polêmicos em pauta. Cachoeira foi preso em fevereiro deste ano , após investigações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

Violência: Grampos da PF envolvem Cachoeira em suspeita de sequestro

CPI faz cerco a Cachoeira, mas chega à metade dos trabalhos ainda sem rumo

Veja o especial do iG sobre a CPI do Cachoeira

A primeira questão recorrente nas reuniões do colegiado é a divisão dos trabalhos em sub-relatorias devido à grande quantidade de material manipulada pelos parlamentates. "Há sobrecarga de trabalho, e estamos informando, em respeito ao relator, que ele indique os sub-relatores, para que haja racionalidade nas nossas atividades”, defendeu o deputado Rubens Bueno (PPS-PR).

Delta: Empreiteira repassou mais de R$ 254 milhões a empresas do esquema Cachoeira

Leonardo Prado/Divulgação
Na última quarta-feira (8), a CPI recebeu a ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio, que aceitou depôr na condição de uma sessão fechada, sem a presença da imprensa

Na última sessão da CPI, o senador Pedro Taques (PDT-MT), também se mostrou favorável à discussão do tema. "Isso não pode ser uma palavra suprema do relator. Precisa ser decidido pelo colegiado e, de forma democrática, colhem-se os votos favoráveis e contrários”, argumentou.

Andréa à CPI: 'Hoje sei que sempre serei a ex-esposa de Carlos Cachoeira'

Diante das manifestações dos congressistas, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), se comprometeu a avaliar o assunto na terça-feira: “Nós haveremos de discutir de forma colegiada, como tem sido a tônica desta CPI em todos os seus momentos, sem arredar o pé um milímetro que seja, na reunião do dia 14.”

Silêncio

Outra questão que deve ser abordada pelo colegiado é a possibilidade de se questionar convocados munidos de habeas corpus na CPI. Na semana passada, o presidente da CPI admitiu que "decepciona" a decisão dos convocados a depor de ficarem calados , mas que os trabalhos do não serão prejudicados. Entre os depoentes que usaram o direito constitucional de permanecerem em silêncio está a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça .

Vital do Rêgo: Presidente da CPI diz que silêncio de depoentes 'decepciona'

Leia mais: Mulher de Cachoeira permanece em silêncio na CPI

Convocações

Até o início da tarde da última sexta-feira (10), haviam sido protocolados na secretaria da CPI 269 requerimentos. Entre eles estão as demandas do senador Fernando Collor (PTB-AL) para que venha à comissão o juiz Alderico Rocha Santos. O objetivo é que o magistrado esclareça as denúncias de chantagem que teria recebido da atual mulher de Cachoeira , Andressa Mendonça, através de um dossiê com informações desfavoráveis a ele. Andressa teve que pagar R$ 100 mil de fiança por conta da ameaça.

Chantagem: Juiz diz que mulher de Cachoeira usou dossiê para ameaçá-lo

Collor também pede as convocações do jornalista da revista Veja Policarpo Júnior, autor do suposto dossiê. A publicação negou a existência do documento. O senador requisita ainda depoimentos do presidente do grupo Abril, responsável pela publicação da revista, Roberto Civita, e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel;

Advogado: Marcio Thomaz Bastos deixa defesa de Carlinhos Cachoeira

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) pediu a reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), baseado em denúncia da revista Época de que o governador teria recebido propina para liberar pagamentos do governo do estado à empreiteira Delta. O negócio teria ocorrido por meio da venda da antiga casa de Perillo, onde Cachoeira foi preso pela Polícia Federal

Sequestro

Carlinhos Cachoeira, é suspeito de comandar o sequestro de um homem que estaria fraudando seus caça-níqueis e retirando o dinheiro , segundo informou reportagem do Fantástico , veiculada pela TV Globo neste domingo (12). De acordo com investigações da PF, em abril de 2009, ele teria ordenado que o sargento reformado da Aeronáutica Idalberto de Araújo, o Dadá, apontado como informante de Cachoeira, averiguasse a situação e usasse violência.

Com Agência Câmara

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG