Em São Paulo, tucanos e petistas apostam em horário eleitoral

Campanha de Serra confia na biografia do ex-governador para diminuir rejeição e Haddad espera se tornar mais conhecido; propaganda no rádio e na TV começa dia 21

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Uma das apostas do ex-governador José Serra (PSDB) para os programas do horário eleitoral gratuito, que começa no próximo dia 21 no rádio e na TV, será a sua própria biografia. O coordenador de sua campanha, deputado Edson Aparecido, acredita que o horário eleitoral "é muito importante porque, a partir daí, as pessoas começas a se antenar nas eleições". Apesar de manter o dia da estreia em segredo, Aparecido adianta que, além de explorar a biografia de Serra, os programas vão falar de suas administrações e realizações e mostrar as gestões de seus parceiros, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin . Serra terá o maior tempo na propaganda gratuita, ao lado do petista Fernando Haddad : 7min39s. 

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Ex-prefeito paulistano, ex-governador de São Paulo e ex-ministro do Planejamento e da Saúde na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso , Serra tem uma vantagem, segundo o especialista em marketing político e análise eleitoral Sidney Kuntz. "Quem é conhecido, sai na frente porque o eleitor já liga a TV e o identifica. Os que não são muito conhecidos vão ter que mostrar o que vão fazer para melhorar a vida do eleitor; precisa ser convincente", diz.

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É o caso do candidato do PT, Fernando Haddad, que disputa uma eleição pela primeira vez em sua vida. Um dos coordenadores da campanha do petista, o vereador José Américo, comenta que o início da propaganda eleitoral será fundamental para o crescimento de sua candidatura. "O horário político vai ser o grande momento, avalia. Na opinião dele, o problema de Haddad se restringe ao desconhecimento, mas com o início da campanha no rádio e na TV, eles estão confiantes em uma virada.

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Lula e Dilma

Para Kuntz, Haddad deve montar sua estratégia com base em três pilares: a presidenta Dilma Rousseff e suas realizações, a figura de Lula - que já começou a gravar programas eleitorais junto com o candidato -, e sua biografia como ex-ministro da Educação. "Ele vai explorar dois políticos que têm alta aprovação [Dilma e Lula]." Haddad tenta decolar do atual patamar de 6% das intenções de voto.

Assim como o petista, Gabriel Chalita (PMDB) também pretende explorar os padrinhos políticos do Palácio do Planalto, neste caso, o vice-presidente da República, Michel Temer, que é o líder de seu partido. A coordenação de campanha de Chalita não quis se pronunciar sobre como será a atuação do candidato no horário eleitoral. Ele terá 4min21s no horário eleitoral.

Com 57 segundos, a campanha de Carlos Giannazi (PSOL) irá apresentar "propostas concretas para tirar São Paulo da crise que a velha política nos colocou", aponta o coordenador Maurício Costa. Com 1% das intenções de voto, segundo o Ibope, o primeiro programa político servirá de apresentação da biografia de Giannazi. "Além disso, discutiremos como é possível construir uma nova política na cidade."


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