Ex-presidente da Câmara dos Deputados usou tática semelhante à de vários companheiros de processo: recolheu-se em casa para acompanhar a defesa de seu advogado

Ex-presidente da Câmara é o único dos réus a disputar as eleições neste ano
Agência Brasil
Ex-presidente da Câmara é o único dos réus a disputar as eleições neste ano

Agência Estado

Único réu do mensalão que se dispôs a enfrentar as urnas este ano , candidatando-se a prefeito de Osasco, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) adotou, na tarde de quarta-feira, tática semelhante à de vários companheiros de processo.

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Após participar, pela manhã, dos trabalhos da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, à tarde recolheu-se em casa para acompanhar a defesa feita por seu advogado no Supremo Tribunal Federal (STF) . Ainda de manhã, observou um petista que também estava na Câmara, "João Paulo parecia à vontade".

O mesmo parlamentar advertiu, porém, que o clima, no PT, é de "preocupação" com o desfecho do processo, pois a situação do ex-presidente da Câmara é a mais complicada dentre os petistas envolvidos no suposto mensalão.

Escalado pelo PT para fazer a defesa pública dos réus do partido, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), lembrou que João Paulo tem trabalhado e votado normalmente e que o deputado "não deve se recolher; ao contrário, deve levar a rotina normal".

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Mas outro correligionário que prefere o anonimato lembra que o próprio João Paulo "já vinha disposto a não circular muito na Câmara e de ser discreto", durante o julgamento. O petista diz que, como réu, João Paulo foi "imprudente" ao decidir disputar a Prefeitura de Osasco, pois a candidatura lhe dá visibilidade, o que pode dificultar o trabalho da defesa.

A oposição também critica a candidatura do deputado, que teve a condenação pedida na sexta-feira pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel , por ter contratado de forma irregular a agência SMPB, de Marcos Valério, para prestar serviços de publicidade à Câmara em 2003, quando presidia a Casa.

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse que João Paulo não deveria ser candidato. "Essa candidatura é um equívoco. O que o País espera dele é que se defenda das acusações." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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