Depoente na CPI nega ser contador do esquema de Cachoeira

Acusado de ter aberto empresas de fachada para lavar dinheiro de organização criminosa afirma que não conhece contraventor Carlinhos Cachoeira

iG São Paulo | - Atualizada às

O segundo depoente a comparecer na CPI do Cachoeira nesta quarta-feira, Rubmaier Ferreira de Carvalho, negou ser contador das empresas Alberto & Pantoja e Adécio & Rafael Construção e Terraplenagem, apontadas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal como companhias de fachada usadas para lavar dinheiro da organização comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

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Leonardo Prado/Divulgação
"Usaram meu nome de alguma forma para construir essa empresa", disse em relação à Adécio & Rafael Construção e Terraplenagem


De acordo com a PF, Rubmaier seria responsável pela abertura das empresas e atuaria como contador do esquema. "Usaram meu nome de alguma forma para construir essa empresa", disse em relação à Adécio & Rafael Construção e Terraplenagem.

A mesma negativa foi feita em relação à Alberto & Pantoja. Entretanto, Rubmaier admitiu ter registrado a Brava Construções, empresa que também teria recebido recursos da Delta, mas negou ter atuado como contador da companhia.

Em resposta a indagações dos parlamentares, ele negou também conhecer Carlinhos Cachoeira ou os proprietários das empresas. Cachoeira está preso desde o dia 29 de fevereiro deste ano acusado de operar um esquema de exploração de jogos ilegais.

Antes dele, Andrea Aprígio de Souza, ex-mulher do contraventor, usou o tempo que tinha para se defender das acusações de atuar como laranja em empresas do ex-marido. Ela é dona da indústria farmacêutica Vitapan, empresa suspeita de envolvimento com a organização.

Alegando desgaste de sua imagem, ela se recusou a responder aos questionamentos dos parlamentares e a reunião foi transformada em sessão secreta.

Com Agência Câmara

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