Após silêncio de Andressa, ex-mulher de Cachoeira também não deve falar na CPI

Em meio à decepção depois do 'não-depoimento' da mulher de Cachoeira, nesta quarta-feira é a vez de Andréa Aprígio recorrer ao direito de permanecer calada na comissão

iG São Paulo | - Atualizada às

Em meio à decepção após o silêncio de Andressa Mendonça , mulher do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , na retomada dos trabalhos da CPI , nesta terça-feira (7), os deputados e senadores da comissão se preparam para mais um dia que pode ser improdutivo na comissão. Nesta quarta (8), será a vez de Andréa Aprígio, ex-mulher de Cachoeira, comparecer ao Congresso Nacional para ser ouvida pelos parlamentares. Ou melhor: para não ser ouvida, já que ela obteve habeas corpus pelo direito de permanecer em silêncio.

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O pedido foi deferido na última segunda-feira (6) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de não falar para não produzir provas contra si é um direito assegurado pela Constituição, mas os advogados costumam ingressar com liminar junto ao STF preventivamente.

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Além de Andréa, deve comparecer à CPI nesta quarta o contador Rubmaier Ferreira de Carvalho, apontado pela Polícia Federal como o responsável pela abertura de empresas de fachada que serviam para dar sustentação ao grupo comandado por Cachoeira. Rubmaier aguarda a análise de seu habeas corpus pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, e espera também poder ficar em silêncio.

Na sessão desta terça-feira, Andressa Mendonça permaneceu em silêncio na sessão da CPI . A comissão a convocou na condição de investigada, e não de testemunha. O presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PA), questionou Andressa se ela aceitaria depor à comissão caso a reunião fosse transformada em uma sessão de caráter secreto, sem a presença da imprensa. "Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio", respondeu a mulher de Cachoeira.

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