'Musa da CPI', exonerada do Senado por vídeo de sexo, descarta posar nua

Denise Rocha afirmou nesta terça-feira que sua demissão 'foi machismo' e que ainda não conseguiu esclarecer os motivos com senador Ciro Nogueira (PP-PI)

iG São Paulo |

A assessora do Senado Denise Rocha Leitão , que foi exonerada depois que um vídeo com cenas de sexo em que é protagonista caiu na internet, descartou nesta terça-feira (7) a possibilidade de posar nua para uma revista masculina. A jovem, cujas fotos que exibem seu corpo circulam quase como um vírus na internet, afirmou em declarações que concedeu hoje aos jornalistas na sede do Congresso que rejeitou as propostas feitas por algumas revistas masculinas para tirar a roupa diante de um fotógrafo.

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Reprodução
A assistente pediu afastamento em julho, após o surgimento de um vídeo no qual supostamente aparecia em cenas de sexo

Denise, que tem sido chamada na internet de "Furacão da CPI" compareceu pela primeira vez ao Senado desde que ganhou fama pelo vídeo gravado há seis anos e que foi a parar sem seu consentimento na rede mundial de computadores. No vídeo, a jovem, que pode ser claramente identificada por suas tatuagens, aparece tendo relações sexuais com um ex-namorado que também é assessor do Senado.

A jovem recebeu propostas de diferentes revistas masculinas para posar nua e chegou a se especular que tinha aceitado uma suculenta oferta, o que foi categoricamente desmentido hoje. Os 15 minutos de fama, no entanto, lhe custaram o cargo e sua exoneração foi oficializada na segunda-feira no Diário Oficial do Senado.

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Machismo

A jovem compareceu ao Congresso para recolher seus pertences e se despedir dos seus colegas no gabinete do senador Ciro Nogueira, representante do Partido Progressista (PP) e de quem era assessora jurídica. Em suas declarações aos jornalistas, a ex-assessora disse ter sido vítima de machismo e estar zangada por uma situação que pode prejudicar sua carreira como advogada.

Questionada se ficou chateada, respondeu: "Lógico. Não só eu como a sociedade toda. Foi machismo. Só ouviram um lado". A jovem disse ainda não ter conversado com Nogueira sobre o acontecido, mas alegou que vai insistir em saber as razões. "Ele tomou a decisão que achou melhor para ele. Só acho que foi desumano", disse. Ao iG , o senador afirmou que a demissão de Denise foi uma "decisão interna do gabinete".

A advogada afirmou que sua maior preocupação é descobrir como o vídeo foi parar na internet para poder processar o autor e salvar sua carreira profissional. "Agora, o difícil para mim vai ser entregar um currículo. Foi uma atitude desumana e impensada. Vou conhecer novos colegas de trabalho, vou procurar os escritórios em que já trabalhei. Não vai ser fácil chegar e todos saberem o que aconteceu comigo. O futuro não vai ser fácil", afirmou.

Com EFE

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