CPI retoma trabalhos com depoimento de mulher do Cachoeira

Andressa Mendonça é suspeita de atuar como laranja no esquema do marido e teve que pagar fiança na semana passada por ter sido acusada de ameaçar juiz

iG São Paulo | - Atualizada às

A CPI do Cachoeira , que investiga as relações entre Carlos Augusto Ramos e agentes públicos e privados, retoma os seus trabalhos após o recesso parlamentar. Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira , deverá ser ouvida nesta terça-feira.

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AE
Andressa Mendonça sorri durante depoimento de seu marido, Carlinhos Cachoeira, na CPI


Depoimento: Cachoeira se declarou para Andressa durante seu interrogatório

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Andressa é suspeita de atuar como laranja no esquema do marido. Além disso, ela deve ser questionada sobre a mais recente polêmica na qual se envolveu: a acusação de tentativa de chantagear um juiz federal de Goiás, em troca da soltura de Cachoeira .

Segundo o juiz Alderico Rocha Santos, Andressa ameaçou divulgar um dossiê contra ele, supostamente preparado pelo jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja , se ele não libertasse Cachoeira. A publicação nega. Andressa teve que pagar R$ 100 mil de fiança por conta da ameaça ao magistrado.

A comissão parlamentar quer ouvi-la na condição de investigada, e não de testemunha. 

Também foi convocado para depor nesta terça o agente aposentado da Polícia Federal (PF) Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de fazer interceptação ilegal de e-mails para Cachoeira. Porém, ele está munido de um habeas corpus que lhe garante o direito de permanecer em silêncio e só prestará depoimento se quiser.

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Na quarta-feira, será a vez da ex-mulher do contraventor Andrea Aprígio e de Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador de empresas de fachada que teriam sido usadas para a organização de Cachoeira, Ambos entraram no STF com pedido de habeas corpus para garantir o direito de permanecer calado.   Andrea Aprígio já obteve decisão favorável.

"Quando as pessoas vão à CPI e não falam nada, é porque elas devem. Meu relatório, claro, vai compreender que o fato de alguém não se defender das acusações se deve ao medo de se incriminar. E isso ocorre exatamente por causa do vínculo com a organização criminosa do senhor Carlos Cachoeira”, disse o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

O relator avalia que é cedo para decidir sobre a necessidade ou não de prorrogar o prazo de trabalho da CPI. "É uma análise que deve ser feita no final de setembro, mais perto do fim do nosso prazo regimental. Ainda temos agosto e setembro pela frente, e o importante é que nos dediquemos a um trabalho intenso, mesmo neste período eleitoral."

Entre os objetivos da CPI do Cachoeira estão identificar o fluxo econômico da organização criminosa, que movimentou recursos por meio de empresas fantasmas e legais; descobrir quais foram os lucros do grupo e quais recursos podem ser recuperados na Justiça para os cofres públicos; e esclarecer quais detentores de funções públicas tiveram envolvimento efetivo com a organização.

Com Agência Senado

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