Julgamento do mensalão desfalca Comissão da Verdade

Advogado José Carlos Dias, que defende o réu Vinícius Samarane, vice-presidente do Banco Rural, deixará em segundo plano suas atividades na comissão que apura crimes da ditadura

Ricardo Galhardo e Wilson Lima - enviado do iG a Brasília e iG Brasília | - Atualizada às

Nos pelo menos 40 dias nos quais estará empenhado na defesa de Vinícius Samarane, vice-presidente do Banco Rural e um dos réus no processo do mensalão, o advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça, vai deixar em segundo plano suas atividades na Comissão da Verdade, que apura crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).

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Em uma reunião, Dias avisou os demais integrantes da comissão que vai se ausentar dos trabalhos durante o julgamento e participar das atividades na medida dopossível. De acordo com a assessoria da comissão, o afastamento de Dias está de acordo com a lei que respeita a atividade profissional dos integrantes. Os membros da comissão recebem salário de R$ 11.179 mensais. Os únicos que abriram mão da remuneração foram Claudio Fontelles, Gilson Dipp e José Paulo Cavalcanti.

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“Quando aceitei o convite da presidenta Dilma para integrar a Comissão da Verdade, deixei claro que não renunciaria a minha advocacia particular. Não existe nenhuma incompatibilidade entre o trabalho que estou desenvolvendo na Comissão e o de defesa dos meus clientes. Inclusive, não somente eu, como outros integrantes da comissão compatibilizam atividades”, disse o ex-ministro.

Nos dias 13 e 14, a comissão estará no Rio de Janeiro, onde receberá representantes da sociedade civil para um debate e fará uma reunião ordinária.

No dia 29, a comissão vai a Belém para colher informações sobre os mortos na guerrilha do Araguaia. Nos dias 3 e 4 de setembro, os integrantes participarão de um evento formativo com membros de outras comissões da verdade da América Latina. No dia 10 de setembro, a comissão vai a Pernambuco.

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