Procurador-geral da República afirma que foi perseguido por pessoas ligadas aos réus do mensalão, mas não quis incriminar o PT

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou no final desta sexta-feira que as pessoas que estão sendo julgadas acusadas de participação no escândalo do mensalão fazem parte de uma “quadrilha extremamente arrogante”. Gurgel ainda insinuou que vinha recebendo pressões do PT e de setores ligados ao partido contra o trabalho de apuração antes da formalização das denúncias que foram apresentadas nesta sexta-feira.

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Em coletiva após a sessão, Gurgel afirmou que pediu a prisão dos 36 réus pelos quais ele pede a condenação
Alan Sampaio / iG Brasília
Em coletiva após a sessão, Gurgel afirmou que pediu a prisão dos 36 réus pelos quais ele pede a condenação

Durante cinco horas, Gurgel sustentou que o chefe da “quadrilha” era o ex-ministro-Chefe da Casa Civil . Ele rebateu as alegações dos advogados segundo os quais o conjunto probatório seria insuficiente para uma eventual condenação, principalmente relacionada a Dirceu. “À prova em relação ao acusado José Dirceu é contundente”.

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Gurgel também afirmou que foi alvo de “todo o tipo de pressão”. “Não digo que tenho recebido ameaças mas foi alvo de todo o tipo de pressões cabíveis. Fiz absoluta questão de mencionar. Estão sólidas nas provas dos autos”, disse o procurador-geral da República.

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Na entrevista coletiva após a sessão desta sexta-feira, Gurgel também afirmou que pediu a prisão dos 36 réus pelos quais ele pede a condenação, caso os ministros acatem o pedido. “Fundamento do pedido de prisão foi diante da circunstância de que estamos na mais alta corte do país”, explicou Gurgel.

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