Críticas à administração de Salvador dominam primeiro debate

Prefeito João Henrique Carneiro (PP) foi criticado até pelo candidato apoiado por seu partido

João Paulo Gondim - iG Bahia |

O primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Salvador, nesta quinta-feira à noite, foi marcado por críticas à situação do município. Nélson Pelegrino (PT) afirmou que "a cidade não tem plano estratégico de desenvolvimento. Vamos fazer isso", afirmou Pelegrino que, entre os partidos de sua base tem o PP do prefeito João Henrique Carneiro. O próprio PT chegou a ocupar cargos na atual gestão.

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Um mote do petista, repetido à exaustão é o de alinhamento entre as três esferas de poder: municipal, estadual e federal. "Vou buscar recursos junto aos governos [do governador Jaques] Wagner e Dilma [Rousseff, presidente] para projetos como o metrô", afirmou Pelegrino. Questionado por seus adversários sobre as greves enfrentadas por Wagner, como a dos professores da rede estadual de ensino - que já dura mais de 110 dias - e a dos policiais, no início deste ano, o petista afirmou que "o governador valoriza os servidores públicos".

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ACM Neto (DEM) disse que há "falta de ordem" em Salvador, e esse é o seu principal gargalo. O demista diz haver encontrado uma saída para resolver tal problema: "o prefeito tem que governar nas ruas, nos bairros, sentir o sofrimento do povo", afirmou Neto, garantido que, se for eleito, não vai ficar confinado no Palácio Tome de Sousa _a sede do executivo soteropolitano. Ele ainda disse ter a intenção de, caso o governo não possa cuidar do Centro Histórico, ser o responsável pela região. Embora tenha dito que "Salvador não deve viver de favor para ninguém", ele vai conseguir recursos estaduais e federais para o município. "A presidente Dilma não vai nos perseguir", disse.

Prefeito de Salvador por dois mandatos (1979-1981 e 1986-1988), Mário Kertész , que disse estar na "maturidade e com toda energia", não demorou para declarar não ter algo em comum com o criticado prefeito: "desta família eu não participei. Ele ainda estipulou metas: deixar a cidade limpa em seis meses, construir um hospital em um ano e em seis meses elaborar um projeto de mobilidade para o bairro de Cajazeiras, que atingirá 700 mil habitantes. Mais uma vez, declarou não ser candidato a outro cargo, tampouco à reeleição. Ele disse que vai criar a secretaria municipal de cultura, o que vai acarretar na melhoria do turismo. "Cultura e turismo são vitais em Salvador";

Hamilton Assis (PSOL) disse ter a intenção de acabar com as "máfias que controlam Salvador, como a dos transportes, da saúde e do lixo". Rogério Tadeu da Luz (PRTB) afirmou não ser politico, e sim administrador. Ele prometeu a construção de 40 quilômetros de aerotrem. "Salvador vai andar na velocidade da luz", disse. Esse não foi o único trocadilho que fez. "Salvador vai ver a luz no fim do túnel", foi outro. O bispo Márcio Marinho (PRB) disse pretender fazer "intervenção social' na cidade, como forma de minimizar as mazelas dessa área.

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