Justiça de Brasília adia depoimento de Cachoeira para o dia 29

O empresário Carlinhos Cachoeira não depôs sobre processo penal no qual é acusado de fraude na licitação do sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília

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O empresário Carlinhos Cachoeira não depôs nesta quarta-feira na 5ª Vara Criminal de Brasília no processo penal no qual é acusado de fraude na licitação do sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Os réus do processo não quiseram continuar os depoimentos sem ouvir duas das testemunhas de defesa. Os depoimentos dessas testemunhas serão feitos por carta precatória.

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Agência Estado
O contraventor Carlinhos Cachoeira é réu em investigação de fraudes no sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) marcou a próxima audiência para o dia 29 de agosto. Somente um dos oito réus prestou depoimento hoje. Gleyb Ferreira da Cruz, apontado como um dos principais auxiliares de Carlinhos Cachoeira, confirmou que conhece Cláudio Abreu e Heralo Puccini, ambos da construtora Delta. No depoimento, ele disse que foi perguntando por Cláudio se Cachoeira teria interesse em participar da licitação de bilhetagem. O negócio ilegal renderia cerca de R$ 60 milhões a Cachoeira e seu grupo.

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Explicando uma gravação telefônica, Gleyb disse que Cachoeira queria 50% do negócio pela indicação da empresa Delta para participar da licitação e que também teria comissão caso o negócio fosse concretizado. Gleyb disse que apresentou um projeto da EBCard sobre bilhetagem ao governo do Distrito Federal para saber se seria viável a contratação da empresa. "Não houve edital, não houve licitação, não houve crime. O erário não sofreu nenhum prejuízo", disse o advogado de Gleyb, Douglas Dauto Messoura, após audiência.

O Ministério Público pediu vistas dos autos para se manifestar sobre o pedido, feito pelo advogado de Gleyb, de substituição da prisão preventiva. "A prisão preventiva é desnecessária. O réu não atrapalhou o andamento do processo", afirmou. A juíza Ana Cláudia Barreto ouviu nesta quarta-feira quatro testemunhas, duas de defesa e duas de acusação. Entre elas estava o secretário de Transportes do governo do Distrito Federal, José Walter Vasquez.

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Quatro outras testemunhas foram dispensadas. Na próxima audiência vão depor, além de Cachoeira e Gleyb, os outros réus Cláudio Dias de Abreu, Heraldo Puccini Neto, Valdir dos Reis, Dagmar Alves, Duarte e Wesley Clayton da Silva . Geovani Pereira da Silva está foragido. No encontro também serão conhecidos os depoimentos das duas testemunhas de defesa restantes.

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