CPI do Cachoeira remarca depoimento de ex-presidente do Detran-GO

Edivaldo Cardoso de Paula, supostamente indicado ao cargo por Cachoeira, falará à comissão no dia 15 de agosto; ele deveria ter comparecido à CPI em julho, mas não foi

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A CPI que investiga as atividades do contraventor Carlos Augusto Ramos , o Carlinhos Cachoeira , marcou para 15 de agosto o depoimento do ex-presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso de Paula.

Supostamente indicado ao cargo por Cachoeira, Edivaldo deveria ter comparecido à CPI no início de julho, mas não foi localizado pelos policiais legislativos para ser notificado da convocação. O mesmo aconteceu com Rosely Pantoja, que também tem depoimento marcado para o dia 15. Ela é sócia da Alberto&Pantoja, empresa que segundo a PF era utilizada pelo esquema de Cachoeira.

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A CPI ainda não marcou, no entanto, dois dos depoimentos mais esperados: o do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, e de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, empresa responsável pela manutenção das estradas paulistas. A convocação de ambos foi aprovada antes do recesso legislativo. A parlamentares e pessoas próximas, eles têm demonstrado intenção de contar o que sabem sobre o esquema de Cachoeira. Antes do recesso, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que seriam priorizados os depoimentos de quem estava disposto a falar.

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No dia 14, a CPI realiza sessão administrativa para votação de requerimentos e podem ser definidas as datas dos depoimentos de Pagot e Paulo Preto. A CPI do Cachoeira retoma suas atividade na próxima semana. Na terça, os parlamentares ouvem Andressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o policial aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de ter realizado escutas clandestinas para o grupo de Cachoeira.

Para a próxima quarta, estão previstos mais dois depoimentos: da ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, Andreia Aprígio, e do contador Rubmaier Ferreira de Carvalho. Segundo as investigações, Rubmaier seria responsável pela abertura de empresas de fachada que serviam para dar sustentação à rede de Cachoeira.

Andréia e Rubmaier já ingressaram com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantirem o direito de permanecerem calados durante seus depoimentos.

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