Serra 'não precisa de muleta', diz tucano ligado à campanha em indireta a Haddad

Deputado Walter Feldman, coordenador de mobilização da campanha, destacou a experiência administrativa do ex-governador e afirmou que 'o novo pode ser um desastre'

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O coordenador de mobilização da campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, deputado Walter Feldman, afirmou nesta terça-feira (24) que o tucano "não precisa de muleta" nessas eleições, numa referência à participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha do seu afilhado político, o petista Fernando Haddad . Para Feldman, "Serra é uma personalidade em si. É o candidato que nós apresentaremos e não precisará de nenhum tipo de apoio ou muleta para se colocar perante o eleitorado".

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Na entrevista, o tucano ressaltou a experiência de Serra como administrador público como uma das principais qualidades do ex-governador para gerir uma metrópole da dimensão de São Paulo.

Tércio Teixeira/Futura Press/AE
Candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra não precisa de 'muleta', diz coordenador

Questionado sobre qual será a novidade que Serra trará ao eleitorado em uma campanha na qual vários candidatos se apoiam no mote do "novo" e pregam mudanças, o deputado recorreu ao ex-presidente Fernando Collor de Mello e ao ex-prefeito Celso Pitta para dizer que "o novo também pode ser um desastre".

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"São figuras que apareceram como sendo da renovação e na verdade tinham práticas muito mais antigas e velhas do que aqueles que já tinham uma experiência acumulada. É uma mistificação de que o novo pode ser melhor. O novo, às vezes, pode ser passado, pode ser um equívoco." E emendou: "O Serra é incomparável do ponto de vista da experiência acumulada e da contribuição que já deu ao Brasil, ao Estado e à cidade de São Paulo". 

Indagado se a rejeição de 37% a Serra, apontada na última pesquisa Datafolha, preocupa a campanha, o coordenador de mobilização defendeu que essa rejeição é "temporária" e atribuiu a sua dimensão às críticas dos adversários. "Os adversários têm usado muito essa ideia de [Serra] ter sido prefeito e ter saído [para concorrer ao governo do Estado em 2006]. Nós estamos convencidos de que isso foi muito bom pra São Paulo. O Serra governador foi de longe o governador que mais investiu na cidade. O Serra foi na verdade prefeito e governador junto", argumentou.

Apesar de centrar suas críticas no candidato petista, Fernando Haddad, e no PT, Feldman afirmou que "ainda é cedo" para dizer que existe uma polarização entre PSDB e PT neste pleito. "É muito cedo, os candidatos estão se colocando, estamos trabalhando para levar o Serra ao segundo turno", comentou. O trabalho da campanha do PSDB, segundo Feldman, é de garantir a ida de Serra ao segundo turno e "quem sabe surpreender no primeiro". "Quem vai ser o adversário, vamos deixar o eleitor decidir", afirmou.

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