Embora tenha pedido investigação, governador de São Paulo disse não haver, em princípio, desvios de função de Alexandre na secretaria

Agência Estado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), determinou na quarta-feira que a Corregedoria-Geral da Administração, ligada à Casa Civil, investigue a atuação de Alexandre Pereira da Silva, filho do candidato à Prefeitura pelo PDT, o deputado Paulo Pereira da Silva, na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho.

Na pasta, Alexandre comandava um "escritório paralelo" , como publicou o jornal O Estado de S.Paulo . Apresentado como "coordenador", ele recebia prefeitos e decidia sobre a aplicação de recursos de programas da pasta sem ocupar cargo formal. Alexandre pediu demissão para não atrapalhar a campanha eleitoral do pai.

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AE
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O filho do presidente licenciado da Força Sindical chefiava na prática a Coordenadoria de Operações da pasta, responsável por 243 postos de atendimento a trabalhadores, uma importante vitrine eleitoral no interior paulista. Alexandre tinha gabinete e secretária. No papel, no entanto, o cargo era ocupado por Marcos Wolff, um funcionário de carreira sem ligações partidárias.

A secretaria é controlada pelo PDT desde março, após acordo no qual Paulinho indicaria o titular da pasta em troca do apoio à reeleição de Alckmin em 2014. Alexandre entregou uma carta de demissão ao secretário, o sindicalista Carlos Ortiz, nomeado para o cargo por indicação de seu pai. Segundo o governo estadual, Alexandre trabalhava na secretaria como funcionário contratado da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), que tem dois contratos com a pasta para assistência técnica à coordenação de políticas de emprego e renda.

Embora tenha pedido investigação, Alckmin disse não haver, em princípio, desvios de função de Alexandre na secretaria. "Ele é funcionário contratado pela Fundac exatamente para fazer este trabalho: cuidar de políticas públicas voltadas a emprego e renda. Ele ajuda, assessora o coordenador", afirmou em visita às obras de prolongamento da Linha-2 Verde, na zona leste da capital.

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Segundo Alckmin, Alexandre trabalhava na área de emprego e renda, atuação esperada da Fundac em relação ao governo. "Não vejo nenhum problema nisso."

O candidato a prefeito de São Paulo pelo PDT, Paulo Pereira da Silva, também afirmou não haver irregularidades na atuação de Alexandre na Secretaria de Estado de Emprego e Relações do Trabalho. "Ele era funcionário terceirizado da secretaria e só por ser filho de deputado (federal) não pode trabalhar?", disse Paulinho, durante ato de campanha.

Segundo o pedetista, a decisão do filho de deixar a Fundac e, consequentemente, a secretaria, foi tomada para não prejudicar sua campanha à Prefeitura. "Pesquisas (eleitorais) estão me dando embaixo, e eu estou apanhando. É perseguição. Percebo, claramente, uma tentativa de prejudicar minha candidatura."

Ele não disse, porém, de quem partem os ataques contra ele. Embora não saiba especificar as atividades de Alexandre no órgão, o candidato do PDT afirmou que ele não chefiava a Coordenadoria de Operações. "Eu não sei qual a função dele, não sei nem onde é a Secretaria do Trabalho."

Questionado sobre ter um filho trabalhando em uma secretaria comandada pelo PDT, partido que preside no Estado, Paulinho se irritou e destacou não haver nenhum contrato entre a Força Sindical e os governos federal, estadual e municipal. "Meu partido tem uma secretaria importante e vamos continuar participando do governo do Estado." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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