Presidente da Câmara aposta em 'quórum altíssimo' para aprovar LDO e MPs

Deputado Marco Maia (PT-RS) projeta aprovação de Medidas Provisórias do Plano Brasil Maior e da Lei de Diretrizes Orçamentárias na terça-feira, um dia antes do início do recesso

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O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que haverá "quórum altíssimo" nesta segunda (16) e terça-feira (17) para a votação das Medidas Provisórias do Plano Brasil Maior. Ele prevê que sejam aprovadas essas duas MPs e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na terça, com o Congresso entrando de recesso na quarta-feira (18), como previsto. Caso a LDO não seja votada, as MPs passariam a perder a validade no dia 1º de agosto.

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"Nós temos informações muito precisas de que teremos quórum altíssimo, hoje e amanhã", afirmou Maia, atribuindo o levantamento às lideranças partidárias de partidos aliados. "A base volta hoje com força total para fazer as votações que tem de ser feitas", concluiu.

A oposição está em obstrução, cobrando a liberação de recursos de emendas parlamentares prometidos pelo governo. Para o presidente da Câmara, as votações ocorrerão mesmo que não se evolua para um acordo. "O único risco que nós temos é de não ter acordo para votações e termos de realizar sessões mais longas para vencer a obstrução feita pela oposição, mas quórum nós teremos", afirmou.

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Antonio Cruz/ABr
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), confia em votação da LDO na próxima terça-feira

O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), é outro que prevê votações de qualquer maneira. Ele, aliás, afirma que se não evoluir para um acordo com a oposição, o governo não teria mais obrigação de liberar recursos prometidos. "Se votarmos sem acordo, eu entendo que o acordo com eles (oposição) não existe mais", disse.

Vice-líder do governo, o deputado José Guimarães (PT-CE) acredita que o quórum aumentará por volta das 20h desta segunda. Até as 17h, menos de 150 deputados haviam registrado presença, quando são necessários 257 para iniciar as votações.

Chamado por Guimarães para corroborar a informação, o deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) disse duvidar de um quórum alto ainda hoje. "Vai ter que se tentar um acordo porque hoje o quórum será baixo".

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