Líder do PSDB questiona necessidade da reconvocação de Perillo à CPI

Senador Alvaro Dias afirmou que o partido não vai tentar impedir a presença do governador de Goiás na comissão, mas insinuou que medida seria para 'ganhar tempo e poupar outros'

iG São Paulo | - Atualizada às

Agência Brasil
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) insinuou que nova convocação de Perillo seria para desviar o foco

Em pronunciamento nesta segunda-feira (16), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que seu partido não vai se opor a uma eventual reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo, para depor na CPI que investiga as atividades do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, após novas denúncias de envolvimento com o contraventor.

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O líder do PSDB no Senado, porém, questionou se a iniciativa não serviria apenas para a repetição das perguntas e respostas apresentadas no depoimento do mês passado. Ele questionou ainda se uma nova convocação de Perillo à CPI, que até agora só ouviu 8% das pessoas previstas, não teria como objetivo “ganhar tempo para poupar outros”.

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"Não seria [a convocação] para nos aproximarmos do encerramento da CPI e deixarmos de avançar nas investigações que dizem respeito ao superfaturamento de obras, aos aditivos ilegais, ao pagamento de propina, ao tráfico de influência, ao desvio de bilhões de reais dos cofres da União, nessa relação de promiscuidade que se estabeleceu do poder público com agentes privados, liderados por Cachoeira, especialmente através de uma monumental estrutura da empresa Delta?", questionou o tucano. 

Em aparte, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) voltou a cobrar rigor nas investigações. Segundo ele, a CPI foi criada “para engavetar as coisas que eles fizeram e já estão evidentes”.

Mais cedo, ainda nesta segunda-feira, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), por meio de sua assessoria, afirmou que os tucanos esperam por novos esclarecimentos de Perillo. 

Por outro lado, o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), disse quer contra uma nova convocação de Perillo, mas defendeu o impeachment do governador de Goiás. 

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