Procurador-geral diz que 'nada há de político' em julgar o mensalão em agosto

'É a pauta normal de julgamento de um processo', afirmou Roberto Gurgel; na terça-feira, presidente nacional do PT manifestou 'estranheza' com julgamento em ano eleitoral

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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rejeitou nesta quarta-feira (11) a avaliação de que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de julgar em agosto o chamado caso do mensalão tenha sido em caráter político. Gurgel destacou que qualquer julgamento deve ser baseado em provas, sobretudo os de natureza criminal.

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"Nada há de político na decisão de julgar em agosto. É a pauta normal de julgamento de um processo, de extrema relevância, e que a sociedade brasileira deseja que seja julgado", afirmou o procurador-geral. "O Ministério Público Federal (MPF) continua absolutamente convencido de que estão reunidas as provas suficientes e necessárias para a condenação dos réus".

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O procurador declarou também ter certeza de que se tratará de um julgamento "tranquilo" e que todos os direitos dos réus serão observados "com o máximo rigor". "Sem dúvida transcorrerá com absoluta tranquilidade", disse Gurgel.

Na última terça-feira (10), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que os autos do inquérito do mensalão não dão "base" para condenação dos réus pelo STF. Falcão também manifestou "estranheza" com a análise do mensalão em meio à campanha eleitoral municipal. 

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