Conselho de Ética da Câmara vai abrir inquérito contra deputado tucano

Comissão de Sindicância aprovou parecer que pede cassação de Carlos Alberto Leréia (GO); processos contra Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP) foram arquivados

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A Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) parecer que pede a cassação do mandato do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). O Conselho de Ética da Câmara vai abrir inquérito com base no pedido da comissão por quebra de decoro do deputado.

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Assim como Demóstenes Torres, cujo mandato de senador foi cassado nesta quarta, Leréia é acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Por outro lado, a comissão arquivou os processos contra os deputados de Goiás Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP), também acusados de manter ligações com Cachoeira.

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André Dusek/AE
Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), que se disse amigo de Carlinhos Cachoeira, responderá a processo no Conselho de Ética da Câmara

O presidente da comissão, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), disse haver indícios que demandam o aprofundamento das investigações contra Leréia, como "a relação pessoal que o parlamentar tem com o contraventor" e a posse de um avião. Fonte disse que a comissão não aprovou os processos contra Sandes Júnior e Otoni ao Conselho de Ética porque "não havia provas suficientes".

Pesam contra Leréia as acusações de ter recebido dinheiro de Cachoeira e ser sócio do empresário em um terreno. Sandes Júnior aparece em gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal em que faria pedidos a Cachoeira e também teria recebido dinheiro do empresário, preso pela Polícia Federal sob a acusação de comandar uma rede ilegal de jogos. Otoni foi flagrado em um vídeo supostamente negociando com Cachoeira doação para sua campanha eleitoral.

Além dos três deputados de Goiás, a Comissão de Sindicância da Câmara analisa o envolvimento do deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) com Cachoeira. Como o pedido de investigação contra o fluminense chegou ao colegiado há cerca de 20 dias, o relator Vicente Cândido (PT-SP) terá mais tempo para apresentar o seu parecer. 

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