Ano eleitoral enfraquece produtividade da Câmara de São Paulo

No primeiro semestre, oito em cada dez projetos aprovados pelos vereadores criaram datas comemorativas, como a Semana do Acarajé, ou concederam títulos e homenagens

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No primeiro semestre de 2012, oito em cada dez projetos aprovados na Câmara Municipal de São Paulo alteraram nomes de ruas, criaram novas datas comemorativas no calendário da cidade ou concederam títulos e homenagens a anônimos ou personalidades. Foram 138 propostas do tipo.

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Em ano eleitoral, quando 54 dos 55 vereadores disputam a reeleição, a temperatura foi morna

O balanço dos trabalhos desenvolvidos pelos vereadores paulistanos ainda mostra que 12 propostas do Executivo colocadas em votação receberam aval na Casa. Ao todo, os parlamentares validaram 168 projetos. Da lista, 61 viraram lei a partir de decretos, ou seja, sem votação.

O cardápio do conjunto de novas leis é variado. Nos primeiros seis meses do ano, os vereadores aprovaram a criação da Semana do Acarajé, para valorizar o quitute baiano, o Dia do Enxadrista, em homenagem ao jogador de xadrez, e o Carnaval de Rua de Perus, bairro da zona norte.

Em ano eleitoral, quando 54 dos 55 vereadores disputam a reeleição, a temperatura foi morna. Esse é um cenário bem distinto do registrado no primeiro semestre de 2011, quando o prefeito Gilberto Kassab (PSD) conseguiu a aprovação de leis polêmicas, como a construção de um túnel na zona sul de R$ 3 bilhões e a isenção fiscal de R$ 420 milhões ao Corinthians, para construção do Itaquerão.

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