Adriano Aprígio de Souza seria o principal testa-de-ferro do contraventor; ele seria autor de e-mail enviado a Léa Batista Oliveira

A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal de Goiás (MPF/GO), decretou nesta sexta-feira a prisão preventiva de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , que está detido desde 29 de fevereiro . Cachoeira é acusado de orquestrar um esquema de jogos ilegais e de envolver servidores públicos e privados em seus negócios.

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O contraventor Carlos Cachoeira está detido desde o dia 29 de fevereiro
AE
O contraventor Carlos Cachoeira está detido desde o dia 29 de fevereiro


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De acordo com a PF, ele é suspeito de enviar emails com ameaças à procuradora Léa Batista Oliveira, que atua na Operação Monte Carlo, responsável pela prisão de integrantes do grupo comandado por Cachoeira.

Souza é indiciado na operação da PF por formação de quadrilha e lavagem ou ocultação de bens. Segundo a PF, Souza tinha o papel de principal testa-de-ferro da organização criminosa, dando seu nome para ocultar o real patrimônio ilícito de Cachoeira.

A investigação da PF mostrou que ao menos um dos e-mails investigados foi enviado da casa de Souza, localizada em Anápolis, em Goiás.

A procuradora teria sofrido intimidações por e-mail após o término das investigações da Operação Monte Carlo. No final de junho, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) cobrou "medidas imediatas e eficazes de segurança" para os resposáveis pelas investigações.

Também em junho, o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pelas prisões da Operação, afastou-se das suas funções por "desconforto" e "cansaço" , mas admitiu a existência de "ameaças veladas".

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