Ministros vão utilizar férias para terminar votos do mensalão

Pelo menos o presidente do STF, o ministro Ayres Britto, e o ministro Luiz Fux admitem que estão concluindo votos; outros trabalham ainda em detalhes finais

Wilson Lima - iG Brasília |

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), admitem abertamente que vão precisar das férias do Poder Judiciário para concluir seus votos do julgamento do mensalão , marcado para o dia 2 de agosto: o presidente da Corte, o ministro Ayres Britto e o ministro Luiz Fux.

Ambos afirmam que estão dando os últimos “retoques” na análise de seus votos. O ministro Luiz Fux, por exemplo, trabalha na elaboração de seu voto desde o final do ano passado, após a liberação do relatório pelo ministro relator Joaquim Barbosa.

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Agência STF
Presidente do STF, ministro Ayres Britto, admite que usará suas férias para concluir votos


Oficialmente, apenas dois ministros já estão com suas análises prontas: o ministro Joaquim Barbosa e o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski. Os votos de Barbosa e Lewandowski tem aproximadamente mil páginas cada. Esses são os votos mais longos de toda a história do Supremo.

Leia mais: Ministro do STF libera processo do mensalão na última hora

Nos bastidores, fala-se que os outros sete ministros também vão utilizar parte das férias para concluir ou ao revisar seus votos. No entanto, ninguém fala abertamente sobre o assunto. Procurados para falar sobre a conclusão de seus votos, os ministros Rosa Webber e Cézar Peluso, por exemplo, se negaram a prestar qualquer tipo de informação.

O ministro Dias Toffoli, considerado por outros ministros como impedido de participar do julgamento do mensalão por sua ligação passada com o PT, também trabalha na elaboração do seu voto há aproximadamente três meses. Fontes ligadas ao ministro, afirmam que ele também está fazendo os últimos ajustes na análise de seu voto.

O julgamento do mensalão foi marcado com a anuência de todos os 11 ministros do Supremo para o dia 1º de agosto . Mas o atraso de um dia na entrega da revisão pelo ministro Ricardo Lewandowski obrigou a corte a remarcar o julgamento para o dia seguinte .

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