Tribunal de Justiça do DF nega novo pedido de liberdade para Cachoeira

Os advogados do contraventor argumentavam que ele está deprimido e precisa de tratamento psiquiátrico, mas desembargadores negaram habeas corpus por unanimidade

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A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) negou nesta quinta-feira (5) um novo pedido de habeas corpus para o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Esse é o segundo pedido negado pela corte.

Cachoeira está preso em decorrência de dois mandados de prisão: um é resultado da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que corre em Goiânia (GO), e outro é da Operação Saint Michel, da Polícia Civil e do Ministério Público do DF. O TJ-DF julga a ação referente à Saint Michel, que investigou fraudes em licitação no sistema de bilhetagem do transporte público em Brasília. Neste caso, Cachoeira responde a processo por formação de quadrilha e tráfico de influência.

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Neste pedido de habeas corpus, os advogados de Cachoeira argumentaram que ele está com depressão e precisando de tratamentos psiquiátricos. Também apontaram que outros réus no mesmo processo já deixaram a prisão preventiva.

AE
Advogados do contraventor Carlinhos Cachoeira não tiveram êxito novamente em mais um pedido para que ele deixasse a prisão

Os desembargadores rejeitaram o pedido por unanimidade. Afirmaram que o sistema prisional conta com médicos e que o réu, se necessário, pode ser deslocado a um hospital. Também justificaram que os demais acusados foram soltos porque não representariam mais perigo às investigações, enquanto Cachoeira ainda pode prejudicar o procedimento devido a suas influências políticas e econômicas.

A turma também levou em consideração as ameaças sofridas por um juiz federal que atuou no processo derivado da Operação Monte Carlo, o fato de já haver condenação de Cachoeira no Rio de Janeiro, além de representação contra ele por desacato e desobediência na prisão onde se encontra.

Os advogados de Cachoeira também tentam reverter a prisão preventiva decorrente da Operação Monte Carlo, que gerou processo na Justiça Federal de Goiás. Eles entraram com pedidos de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). 

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