Senado aprova voto aberto em processos de cassação

Proposta segue para a Câmara, mas não deve ser votada a tempo para valer no processo contra Demóstenes; votação que pode cassar o senador será na próxima quarta

iG São Paulo | - Atualizada às

O Senado aprovou nesta quarta-feira, em duas sessões de votação consecutivas, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 86/2007, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que extingue o voto secreto em casos de cassação de mandato por quebra de decoro.

Marco Maia: Não há mais tempo para aprovar antes da cassação de Demóstenes

Unanimidade:  CCJ do Senado aprova pedido de cassação de Demóstenes

Em primeiro turno, a proposta foi aprovada por 56 votos a favor e um contra. Em segundo turno, teve 55 a favor e um contra. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.

Defesa: Alvo de cassação, Demóstenes pede perdão para um Senado vazio

O movimento pelo voto aberto ganhou força entre senadores às vésperas da votação do processo de cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO, atualmente sem partido) por elo com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira .

A mudança de voto secreto para voto aberto não vai atingir a votação do caso Demóstenes por falta de tempo hábil. A proposta precisa seguir alguns ritos na Câmara até ser levada a plenário em duas votações.

Poder Online: Demóstenes fala para tentar conquistar votos a seu favor no plenário

E a sessão que vai decidir o futuro de Demóstenes está marcada para a próxima quarta-feira (11). Para cassá-lo, serão necessários 41 dos 81 votos dos senadores.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta nesta quarta-feira por unanimidade - foram 22 votos favoráveis e nenhum contrário - o relatório que pede a casssação do senador Demóstenes.

Demóstenes é acusado de relações estreitas com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de operar um esquema de jogos ilegais e tráfico de influência que contava com a participação de políticos e empresários. Cachoeira está preso desde o dia 29 de fevereiro e suas negociatas são alvo de investigação em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquério) mista.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG