Partido ameaçou abandonar a candidatura do tucano após se sentir preterido na escolha do vice, que ficou com o PSD de Kassab

Valor Online

Depois de ameaçar abandonar a candidatura do ex-governador José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo por se sentir alijado das discussões, o PV declarou que permanecerá na aliança, mas cobrou que a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente continue com o partido em uma futura administração tucana. "É uma área que faz parte da nossa essência, faz parte do nosso espírito", afirmou o presidente municipal da sigla, Carlos Camacho, na noite de ontem.

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O partido realizou a reunião após se sentir preterido por Serra na escolha da vice, que ficou com o ex-secretário de Educação de Gilberto Kassab Alexandre Schneider (PSD). Eduardo Jorge, ex-secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, era a indicação do partido para a vaga .

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O partido quer ainda que Serra aceite o programa de governo da sigla, com doze pontos - entre eles o pedágio urbano - e a criação de um comitê com os partidos aliados. "Queremos a constituição de comitê intrapartidário, composto por membros do PSDB, PSD, DEM, PR e PV, que terão ao seu cargo a coordenação da campanha", disse Camacho.

O presidente municipal não quis dizer o que o partido fará se Serra não aceitar as demandas do partido. "Trabalhamos com fatos", disse. 

O PV, primeiro a oficializar o apoio a Serra, pleiteava a vaga para o ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), que foi preterido na escolha - os verdes reclamam que sequer foram consultados antes da decisão. Jorge foi alvo de denúncias, nas semanas anteriores à escolha, de que teria recebido propina para liberar a licença ambiental de um shopping na cidade. Ele nega as irregularidades e atribui as denúncias ao momento eleitoral.

O ex-secretário foi convidado por Kassab para voltar à Pasta, mas disse que ainda pensa se reassumirá o cargo.

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