Existe um projeto que tramita na corte para instalação de vidros temperados e blindados; decisão caberá a colegiado

O trabalho de recuperação das vidraças do Supremo Tribunal Federal (STF), destruídas após um voo de exibição de dois caças supersônicos no domingo , mal começou, mas a Corte já pensa em uma nova substituição da estrutura de vidro do edifício sede.

O vento forte provocado pelo rasante quebrou vidros da fachada do STF; corte já estudava troca de vidraça antes do incidente
Alan Sampaio / iG Brasília
O vento forte provocado pelo rasante quebrou vidros da fachada do STF; corte já estudava troca de vidraça antes do incidente

Existe um projeto em tramitação no Supremo que prevê a troca da vidraça atual por vidros temperados e blindados, principalmente ao lado do plenário (no térreo) e na sala da presidência, localizada no 3º andar. De quebra, seria necessária a troca de todas as esquadrias que compõe o prédio. A intenção do STF é que essas modificações fossem realizadas em paralelo com uma grande reforma da sede do Supremo, também em discussão entre os ministros.

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A expectativa é que essa nova intervenção nas vidraças do Supremo ocorra no ano que vem. Mas isso ainda depende de deliberação do colegiado e de dotação orçamentária. Ainda não foi realizado levantamento de custos relacionados a uma nova troca dos vidros do STF. Essa é uma decisão que ficará a cargo do próximo presidente do Supremo, provavelmente o ministro Joaquim Barbosa.

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Pelo projeto, a expectativa é que essa obra de troca dos vidros e reforma do Supremo dure um ano e meio. Durante a mudança da vidraça, o plenário ficaria protegido por uma espécie de “tapume de gesso”.

Os estragos decorrentes do voo rasante de um Mirage F-200 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram a R$ 35 mil, segundo o STF . A recuperação vai começar nesta terça-feira e conforme informações do Supremo, vai durar aproximadamente duas semanas. Não existe perspectiva de atrasos nas atividades do Supremo durante a volta das férias do Judiciário, em agosto.

O incidente ocorreu por volta das 10h20 deste domingo. A FAB abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente e o piloto responsável pelo voo foi temporariamente afastado das atividades aéreas. Segundo a FAB, os pilotos sobrevoaram o STF a uma velocidade de 1.100 km/h, acima do limite de segurança. “Não houve quebra da barreira do som, mas o deslocamento de massa de ar foi suficiente para romper vidraças”, informou a FAB nesta segunda-feira.

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Após o episódio, o edifício sede do STF ficou parcialmente interditado e o presidente do Supremo, Ayres Britto, obrigado a despachar em uma sala do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), localizado no anexo I da corte.

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