Dos quatro depoimentos marcados na CPI, apenas um deve ocorrer

Uma testemunha apresentou atestado médico para não comparecer e outras duas não foram localizadas pela comissão para entregar a convocação

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Dos quatro depoimentos marcados para esta terça-feira na CPI do Cachoeira , apenas um deverá ocorrer. Uma testemunha apresentou atestado médico para não comparecer e duas outras não foram localizadas pela CPI para entregar a convocação.

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Os deputados e senadores da comissão só terão a oportunidade de ouvir o depoimento da empresária Ana Cardozo de Lorenzo, sócia da Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado, empresa contratada na campanha de 2010 do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Esta empresa recebeu depósitos da Alberto&Pantoja, indicada pela Polícia Federal como empresa fantasma do empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde 29 de fevereiro .

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Os agentes da Polícia Legislativa não conseguiram notificar o ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás, Edivaldo Cardoso. A alegação é que ele estava em viagem. Cardoso teria sido indicado ao cargo por Cachoeira. No relatório dos policiais entregue à CPI, eles informaram que a empregada da casa de Cardoso, em Goiânia, disse que tinha ordem para nem receber nem assinar qualquer documento.

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A empresária Rosely Pantoja também não foi localizada. Ela é responsável pela empresa Alberto&Pantoja. De acordo com o relatório dos policiais entregue à CPI, o irmão de Rosely, Carlos Alberto Rodrigues da Silva, informou que há dois anos não sabe o paradeiro dela.

O único a apresentar atestado médico hoje foi Joaquim Gomes Thomé Neto, que passou por um exame de cateterismo no último dia 26. Ele é apontado pela Polícia Federal como responsável pelas escutas clandestinas que auxiliavam o esquema comandado por Cachoeira. No atestado médico encaminhado à CPI, ele alegou apresentar um quadro de "oscilação de pressão e tonturas sucessivas”.

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