CGU instaura processo administrativo contra empresas contratadas pelo Dnit

Decisão tem por base 'fortes indícios de práticas ilícitas' identificadas durante a Operação Mão Dupla, que também vinha investigando a Delta, suspeita de integrar esquema Cachoeira

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A Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou processos administrativos questionando a idoneidade de cinco empresas suspeitas de praticar atos ilícitos em contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Ceará. Os três processos foram publicados nesta terça-feira (3) no Diário Oficial da União.

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Os contratos, firmados com as empresas RNR Consultoria de Engenharia., NBR Engenheiros Consultores, Consultoria de Engenharia HSZ, Construtora G&F e Maia Melo Engenharia, previam a execução de obras rodoviárias.

Caso as empresas sejam declaradas inidôneas, ficarão impedidas de participar de contratos com a administração pública. Se os contratos estiverem andamento, podem ser interrompidos, caso assim decida o gestor contratante.

De acordo com a CGU, a decisão de instaurar os processos tem por base “fortes indícios de práticas ilícitas” identificadas durante a Operação Mão Dupla, feita em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. O processo corre sob sigilo.

A Mão Dupla já vinha investigando a empresa Delta, suspeita de integrar o esquema criminoso envolvendo o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele está preso desde o dia 28 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo.

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