CPI do Cachoeira ouve mais depoimentos relacionados a Perillo nesta semana

Sócia da Alberto & Pantoja e dona de empresa contratada na campanha do governador estão entre os quatro depoentes; CPI deve decidir sobre convocação de Cavendish e Pagot

iG São Paulo |

A CPI do Cachoeira ouvirá nesta terça-feira quatro suspeitos de participar, em Goiás, da organização do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A maioria dos depoimentos dessa semana, de alguma forma, estão relacionados ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acusado de favorecer o esquema de Cachoeira no Palácio das Esmeraldas.

Leia também:  CPI do Cachoeira coloca Agnelo e Perillo de volta à berlinda

Jornalista que fez a campanha de Perillo diz à CPI que recebeu 'dinheiro sujo'

Agência Senado
Marconi Perillo negou elo com Cachoeira em depoimento à CPI


Saiba mais:  Relator da CPI mira campanha eleitoral de Perillo

Veja o especial do iG sobre a CPI do Cachoeira

Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro , seria o chefe de um esquema de jogos ilegais que fazia tráfico de influência com agentes públicos e privados.

O primeiro a ser ouvido será Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de ser um dos responsáveis pelas escutas clandestinas que favoreciam os negócios ilegais do contraventor. Rosely Pantoja da Silva será ouvida pelos parlamentares por ser sócia da Alberto & Pantoja Construções, apontada como uma das empresas de fachada de Cachoeira.

Vídeo exclusivo: Deputada da CPI relata sofrer ameaças de membros do governo de GO

A construtora foi acusada de ter pagado, em parte, os serviços que o jornalista Luiz Carlos Bornoni prestou na campanha eleitoral de Perillo ao governo de Goiás em 2010. A empresa também teria recebido mais de R$ 40 milhões da Delta Construções, a principal empreiteira das obras do PAC, do governo federal. A Delta, de acordo com a PF, faria parte do esquema.

A CPI também colherá o depoimento de Ana Cardozo de Lorenzo, dona da empresa Serpes Pesquisa de Opinião e Mercado, contratada pela campanha do governador goiano em 2010. A empresa é suspeita de ter recebido dois cheques, no valor de R$ 56 mil, do esquema Cachoeira por meio da Alberto & Pantoja.

Após Conselho de Ética: Demóstenes deve começar a falar 

O último que deve ser ouvido esta semana pela CPI é Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Goiás, que aparece em gravações da PF garantindo o repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas de Cachoeira.

Na quinta-feira, a comissão realiza reunião administrativa. Poderão ser votados os requerimentos de convocação de Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções, e de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Em entrevistas à imprensa, Pagot acusou o esquema de Cachoeira de ter tramado a sua queda do departamento.

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), nega que a próxima reunião da comissão seja mais uma destinada a investigar Perillo. "Nós não estamos investigando este ou aquele governador. Nós estamos nos rastros da organização criminosa”, disse Cunha. “Todas as pessoas que foram citadas nos áudios, tenham responsabilidade ou não, nós as estamos convocando para prestar depoimento à CPI", acrescentou.

Com Agência Câmara

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG