Após romper com o PSB, PT de Belo Horizonte quer lançar Patrus Ananias

Rompimento aconteceu no sábado porque PT, PSDB e PSB não chegaram a acordo para lançar uma chapa de vereadores com todas as siglas; petistas entregam cargos na prefeitura

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A direção do PT em Minas Gerais confirmou nesta segunda o fim da aliança com o PSB para a disputa pela reeleição do prefeito de Belo Horizonte, o socialista Márcio Lacerda. Nesta terça, petistas mineiros se reúnem com a direção nacional do partido em São Paulo para indicarem à instância máxima da legenda o nome do ex-ministro Patrus Ananias como candidato para a disputa pelo Executivo da capital mineira. Já Lacerda afirmou que tentará "até o último minuto" recompor a aliança, mas já anunciou como vice o secretário municipal de governo Josué Valadão (PP) no lugar do deputado federal Miguel Corrêa Júnior (PT).

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A direção estadual do PT homologou o lançamento de candidato própria, decidida na convenção do partido, no sábado (30), após a legenda ser comunicada da decisão do PSB de não fazer coligação proporcional na capital, considerada pelos petistas como "traição" de Lacerda. E informou que ainda nesta segunda o prefeito deveria receber comunicado petista entregando os cerca de 900 cargos em todos os escalões que o partido tem na administração municipal.

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Para o prefeito, porém, o PT rachou por "uma questão pequena, que é essa questão dos vereadores". Ele afirmou que tentaria novas negociações com a direção petista, mas confirmou que o PSB não vai rever sua decisão. "Romper essa aliança vitoriosa em Belo Horizonte por uma disputa de cadeiras na Câmara Municipal não é uma atitude correta. O PSDB passou a alegar de uns meses para cá que, já que o PT tinha a (vaga de) vice, seria injusta a aliança proporcional. Seria uma questão de equilíbrio das forças políticas e nós achamos que essa posição do PSDB é justa", disse, após evento oficial na prefeitura do qual participou ao lado do governador tucano Antonio Anastasia, que tem no vice-governador Alberto Pinto Coelho um correligionário do candidato a vice apontado por Lacerda.

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Miguel Corrêa Júnior, no entanto, ressaltou que o racha foi decidido em razão de uma "quebra de confiança muito grande". "Não é uma disputa por vagas na Câmara. É o descumprimento de um acordo, que não foi unilateral", emendou o presidente do PT mineiro, deputado federal Reginaldo Lopes. Ele apresentou documentos assinados por Lacerda afirmando que a decisão sobre a questão seria do presidente do diretório estadual do PSB, o ex-ministro Walfrido Mares Guia, e outro do próprio Walfrido aceitando a coligação proporcional com o PT.

"O Walfrido lutou até o fim. Mas o prefeito cedeu aos caprichos e vaidades do príncipe Aécio", disparou Lopes, referindo-se ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Pelas informações de bastidores, o tucano teria entrado em contato com Lacerda informando que, caso o PSB fizesse aliança proporcional com o PT, seria o PSDB que deixaria a coligação. "O rompimento do PSB local foi com o PSB nacional, com o ex-presidente Lula e com a presidenta Dilma (Rousseff)", declarou Miguel Corrêa, segundo o qual o presidente nacional socialista, o governador Eduardo Campos (PE), seria favorável ao acordo com o PT.

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