Com D’Urso na vice e PTB na aliança, Russomanno é oficializado candidato

Vice-líder nas pesquisas de intenção de voto, bem à frente de Haddad e Chalita, candidato do PRB quer provar que tem força para chegar ao 2º turno na disputa pela Prefeitura de SP

iG São Paulo |

Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno será oficializado neste sábado (30) como candidato do PRB na disputa pelo comando da capital paulista. Além da trajetória ascendente nas sondagens desde janeiro, o candidato trouxe o PTB para sua chapa e terá o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso na vice . A aliança lhe garante cerca de 1 minuto a mais na propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Com isso, o tempo total de Russomanno, que antes era a maior preocupação de seus correligionários, chega a três minutos e meio, atrás de José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB). Além do PTB, juntam-se ao PRB na coligação os nanicos PHS, PRP, PTN e PTdoB.

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D’Urso, que apareceu em destaque na mídia no início do mês de junho como advogado contratado pela família do empresário Marcos Kitano Matsunaga , morto e esquartejado pela mulher Elize Kitano Matsunaga, era pré-candidato do PTB e já havia sido sondado para compor com o PSDB de Serra, o PT de Haddad e o PMDB de Chalita . Ele jamais apareceu nas pesquisas com mais de 1% das intenções de voto e, no último levantamento do Datafolha, divulgado na quarta-feira (27), não pontuou. A convenção do PTB em São Paulo, que confirmará a indicação de D'Urso para a vice de Russomanno e também a chapa de vereadores do partido, também acontece neste sábado (30). 

Na mesma sondagem do Datafolha, Russomanno tem 24% das intenções de voto, apenas atrás de Serra (31%). O percentual obtido pelo candidato do PRB é equivalente ao da soma de Haddad, Chalita, Soninha Francine (PPS) e Netinho de Paula (PCdoB) – este último já desistiu da candidatura e vai apoiar o petista. 

Agência Estado
Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno confia em polarização com Serra e ida ao 2º turno



Desde janeiro, Russomano aparece em trajetória ascendente nas sondagens, desempenho que coincide com o sucesso do seu quadro “Patrulha do Consumidor”, na TV Record, emissora ligada à Igreja Universal e ao PRB, seu partido. Nos últimos meses, Russomanno fez uma verdadeira “maratona” de participações em programas da Record às vésperas de deixar suas atrações na televisão por determinação da legislação eleitoral. Só em junho, ele participou ao vivo do “Hoje em Dia”, do “Melhor do Brasil” e do “Programa do Gugu”, que estão entre as maiores audiências e os grandes faturamentos da emissora do bispo Edir Macedo.

“Isso é trabalho. A gente não pode esquecer que eu mantenho, do próprio bolso, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (fundado em 1995), que atende às pessoas de graça. O meu trabalho nesse sentido já tem 22 anos. Acho que essa é a razão da manutenção desse índice de intenção de voto”, disse Russomanno ao iG , minimizando a influência da TV para o bom desempenho nas pesquisas. “Você tem que levar em consideração as votações que eu tive, que são expressivas [em 2006, foi eleito deputado federal com 573.524 votos, e em 2010, ficou em terceiro lugar na eleição para o governo do Estado, com 1.233.897 votos, atrás do tucano Geraldo Alckmin e do petista Aloizio Mercadante]. Estou competindo com um ex-prefeito, ex-governador, ex-senador, ex-ministro, candidato a presidente duas vezes... É outra coisa. O nível de participação dele é muito grande em termos de recall. E, mesmo assim, estou muito perto dele.”

Apesar do tempo inferior na televisão em comparação com os principais adversários, Russomanno acredita que tem boas condições de permanecer com elevado índice de intenção de voto mesmo sem não ter mais à disposição suas tribunas na TV . “Eu não tenho o peso da máquina do governo para fechar alianças. Nossas alianças são na base da palavra. Teremos menos tempo de TV, mas vamos com um discurso voltado para melhorar a cidade. Eu acho que São Paulo está carente de um governante que tenha pulso. As pessoas falam muito disso para mim. Elas me veem como um político de decisão, de atitude”, afirma.

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