Jovens ironizaram apoio do ex-prefeito a pré-candidato petista; no mesmo evento, Soninha Francine, do PPS, disse que Haddad lhe fez um pedido: 'Não bate muito em mim'

Agência Estado

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, enfrentou protestos da juventude do PSOL em evento realizado na manhã desta quinta-feira (28) em São Paulo. Com máscaras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do deputado federal Paulo Maluf (PP), os manifestantes gesticulavam e gritavam "PT com Maluf, Maluf com PT" sempre que o pré-candidato petista ia responder às perguntas de jornalistas.

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O candidato petista participou nesta quinta de debate promovido pela Rede Nossa São Paulo, com avaliação do Plano de Metas da atual gestão municipal, de Gilberto Kassab (PSD). Segundo a instituição, Kassab cumpriu apenas 36% das suas propostas.

Fernando Haddad, pré-candidato do PT, teve de enfrentar protesto bem-humorado de militantes do PSOL com máscaras de Maluf
Helvio Romero/AE
Fernando Haddad, pré-candidato do PT, teve de enfrentar protesto bem-humorado de militantes do PSOL com máscaras de Maluf

Sem dar muita atenção à manifestação, Haddad dirigiu suas críticas ao atual prefeito da cidade e ao adversário tucano neste pleito, José Serra (PSDB). Questionado sobre qual nota daria a Kassab, Haddad foi assertivo: "3,6. Se ele cumpriu 36% das metas, que ele diz ter cumprido, é o máximo que ele merece."

O petista questionou, contudo, a validade de uma avaliação do prefeito apenas pela porcentagem de metas atingidas. "Algumas metas não têm o mesmo peso (que outras). Transporte e saúde, por exemplo, envolvem a todos na cidade", afirmou.

Desde o início de sua pré-campanha, Haddad afirma que sua plataforma de governo engloba quatro pontos principais: moradia, educação, saúde e transporte, sendo que os últimos dois são considerados por ele "problemas crônicos" da capital.

Devido à onda recente de violência urbana em São Paulo, Haddad dirigiu críticas ao setor e a "omissão" da Prefeitura. "É recorrente essa onda de violência. A Prefeitura não pode se omitir. Nos últimos oito anos ela se omitiu", comentou, em referência à administração de Kassab e do seu antecessor, o atual adversário José Serra (PSDB).

'Não bate em mim'

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, contou após o evento que debateu o plano de metas de São Paulo, que Haddad teria lhe feito um pedido logo após tecer críticas sobre o não cumprimento da totalidade das metas por parte da Prefeitura. "Não bate muito em mim", teria pedido Haddad a Soninha, após a candidata publicar em seu Twitter comparação entre o descumprimento das metas por parte da Prefeitura e o descumprimento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo governo federal. "É mais forte do que eu, Haddad", foi a resposta que Soninha afirmou ter dado ao petista.

Soninha também teceu críticas ao PT, partido ao qual foi filiada até 2007. "Agora (para o PT), tudo é obra do PAC. Foi o PAC que fez", criticou traçando paralelo com o chavão eleitoral de Paulo Maluf, que em jingle da campanha passava por obras suas e repetia "Foi Maluf quem fez".

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