Votação dos royalties deve ser adiada por falta de quórum na Câmara

Grande parte dos parlamentares têm voos programados para seus Estados, rumo às convenções municipais que definirão as candidaturas para as próximas eleições

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A falta de quórum na tarde desta quarta-feira (27) no plenário da Câmara dos Deputados deve adiar a votação do projeto de lei que redistribui os royalties de petróleo no País. O adiamento ocorre devido a uma manobra do Palácio do Planalto nesta manhã para evitar que a Câmara apreciasse esse projeto e outros que poderiam gerar custo ao governo, como o que reduz para 30 horas a jornada semanal dos profissionais de enfermagem.

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As duas propostas foram pautadas na terça-feira (26) pelo presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), sem o apoio do governo e junto com outros projetos. Maia fez isso para manifestar a insatisfação sua e de integrantes da base aliada com a presidenta Dilma Rousseff. Reclamam, basicamente, da falta de diálogo com o governo, da perda de espaço nas decisões e da falta de atendimento de emendas parlamentares.

A manobra ocorreu quando o PT pediu a verificação da sessão, no momento em que a votação do Plano Nacional de Irrigação se finalizava. O próximo item da pauta seria a jornada de 30 horas, em que o governo era manifestamente contrário. Tanto que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta manhã com o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para pedir o adiamento da proposta. O PT até tentou não se expor diante das dezenas de enfermeiros que ocupavam as galerias do plenário. Chegou a pedir aos aliados que pedissem a verificação da sessão. Todos, porém, rejeitaram o pedido. Acabou sobrando para o próprio PT.

O pedido foi feito pelo líder da bancada, deputado Jilmar Tatto (PT-SP). A maioria dos deputados não marcou a presença e o número mínimo necessário de 257 deputados presentes não foi registrado. A sessão, então, foi derrubada. A justificativa acabou sobrando para um constrangido líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), historicamente ligado ao setor da saúde. "Temos que fazer justiça dentro de um projeto em que temos que ouvir as Santas Casas, ver se elas não vão fechar ou entrar em dificuldades financeiras", disse. Segundo ele, a redução da jornada dos enfermeiros aumenta os custos do setor público de saúde.

Diante disso, Marco Maia marcou a votação do projeto dos royalties e da jornada dos enfermeiros para a tarde desta quarta, mas a tendência é de que não haja quórum. Isso porque a maior parte dos parlamentares estão com voos marcados para seus Estados, tendo em vista as convenções partidárias para as eleições municipais.

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