Oficializado como candidato, Serra defende gestão Kassab

PSDB oficializa ex-governador como candidato à prefeitura pela 4ª vez; evento contou com várias lideranças tucanas e teve homenagem à ex-primeira dama Ruth Cardoso

Fábio Matos - iG São Paulo | - Atualizada às

Em um evento marcado pela tentativa de associar a imagem do ex-governador José Serra à inovação, o PSDB confirmou neste domingo a candidatura do tucano à Prefeitura de São Paulo. Esta é a quarta vez que Serra disputa a eleição na capital (as outras foram em 1988, 1996 e 2004).

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Na última, foi eleito, mas, dois anos depois, Serra deixou o cargo para disputar o governo do Estado, saindo-se vencedor. Quem assumiu o município foi Gilberto Kassab , hoje no PSD, cuja gestão foi defendida por Serra no lançamento da candidatura. Segundo última pesquisa Datafolha, 34% dos entrevistados acham o governo de Kassab ruim. 

AE
Serra abraça o prefeito Gilberto Kassab durante convenção do PSDB

O tucano lembrou de realizações de seu período como prefeito de São Paulo e da parceria com Kassab quando foi governador. Ele também citou a queda da mortalidade intantil no período e investimentos sociais e em infraestruturas. O slogan da campanha de Serra é “Para São Paulo seguir avançando”, e o jingle, baseado em um hit de sucesso da música sertaneja, é “Eu quero Serra, eu quero já”.

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“Tive uma parceria com o prefeito Gilberto Kassab, com quem tenho trabalhado em tantos projetos, de que tanto me orgulho”, afirmou Serra. “Nesta campanha, os outros candidatos vão falar mal de São Paulo, e alguns deles nem conhecem muito bem a cidade. Mas eles não passarão”, disse o ex-governador.

Kassab, por sua vez, também fez questão de associar sua imagem à do ex-governador. “Difícil é a aliança que, oito anos depois, pode comparecer a uma convenção e não ser cobrada por nada. Há oito anos, Serra apresentou uma proposta renovadora que tinha o objetivo de fazer profundas mudanças na cidade. Nós avançamos em todas as áreas”, disse o prefeito. “Apresentamos a cidade a continuidade desse projeto, justamente nas mãos de quem idealizou esse projeto.”

No evento deste domingo, que contou com a presença de 2 mil militantes do PSDB e foi realizado no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo, a organização investiu em efeitos visuais e na tecnologia. Foi instalada uma ponte que avançava sobre a platéia. Serra se posicionou em um tablado com visão de 360 graus do público, enquanto um telão de LED exibia vinhetas e convocava os internautas a postarem nas redes sociais em apoio ao candidato. Bandeirões e mensagens impressas em painéis formaram mosaicos semelhantes aos adotados por torcidas de futebol.

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Aos 70 anos, Serra é o candidato mais velho à Prefeitura de São Paulo em 2012. O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad , pré-candidato do PT, promete usar o slogan do “novo” como contraponto ao tucano.

Na cerimônia deste domingo, os tucanos fizeram uma homenagem à ex-primeira dama Ruth Cardoso, que morreu há exatamente quatro anos, no dia 24 de junho de 2008. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceu.

Serra chegou à convenção do PSDB por volta do meio-dia, três horas após o início do evento. Nos discursos que antecederam sua fala, o tom nacional ficou por conta dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Dias criticou a gestão de Haddad no Ministério da Educação e classificou-a como “fracassada”, enquanto Aloysio atacou o PT e seu “dono”, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

O governador Geraldo Alckmin  também fez ataques ao PT. “São Paulo não é a terra da rendição, é a terra da resistência. Não é a terra para candidato de bolso de colete, é a terra para o povo de São Paulo”, disse.

Veja outras convenções realizadas neste fim de semana:


Na última quinta-feira (21), o Diretório Municipal do PSDB já havia aprovado a proposta do chamado “chapão” de candidatos a vereador , com a coligação proporcional entre os partidos que apoiam Serra.

A aliança envolverá, além dos tucanos, o PSD do prefeito Gilberto Kassab , o DEM e o PR. O PV, que também faz parte da coligação majoritária, não estará no “chapão”. A proposta foi acolhida por 41 votos a 27. Além disso, a escolha do vice de Serra foi delegada à Executiva Municipal – o que aumenta, em tese, as chances de uma chapa puro-sangue com a indicação de um tucano para a vice.

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