Dilma sobre seus torturadores: 'Não sinto ódio, nem perdão'

Presidenta falou, em coletiva final na Rio+20, sobre as torturas que sofreu durante a ditadura militar e ressaltou que história não pode cair no esquecimento

Valmir Moratelli - iG Rio de Janeiro |

Era para comentar sobre o texto final da Rio+20 , mas a presidenta Dilma Rousseff também comentou sobre as últimas notícias que têm saído a respeito de quando foi torturada, durante a ditadura militar (1964-1985).

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Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff discursa na Rio+20


" O melhor que me aconteceu foi não ter qualquer tipo de sentimento, nem ódio, nem vingança, nem raiva, nem tampouco perdão, em relação aos torturadores. Vingança e ódio não são sentimentos para ninguém manter", afirmou a presidenta na tarde desta sexta-feira no Riocentro, momentos antes de se dirigir à plenária, onde discursaria no encerramento da Rio+20 .

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"O que nós precisamos é da verdade. Os gregos dizem que verdade é o contrário de esquecimento. Precisamos não esquecer, mas no ponto de vista histórico, mais do que do ponto de vista pessoal."

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Dilma também falou que não deve ser tarefa fácil encontrar os responsáveis pelas torturas as quais foi submetida.

“Alguns dos torturadores não tinham seus nomes verdadeiros naquele momento. Há elocubrações. O problema maior é a tortura, não o torturador. O torturador é um agente, mesmo, claro, ele tendo responsabilidade. O problema é em que condições a tortura é reconhecida e operada. Temos compromisso em não deixar que isso volte a ocorrer”, concluiu.

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