STF deve julgar habeas corpus de acusado de matar prefeito Celso Daniel

Julgamento é cercado de grande expectativa, porque se a tese da defesa for acolhida, poder de investigação criminal das promotorias será aniquilado

iG São Paulo | - Atualizada às

O Supremo Tribunal Federal (STF) poderá julgar nesta quinta-feira o habeas corpus do empresário Sérgio Gomes, o Sombra, suposto mandante da execução do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002. 

O julgamento é cercado de grande expectativa no Ministério Público (MP) em todo o País. A tese da defesa, se acolhida, vai aniquilar as promotorias e refletir em centenas de ações contra a corrupção.

Leia também:  PT processa revista distribuída no metrô que ataca o partido

Saiba mais:  Justiça condena três por morte do prefeito Celso Daniel

O advogado Roberto Podval alega que o MP não tem poderes para investigações criminais. Ele pediu adiamento, alegando que a composição da corte foi muito alterada desde que ingressou com o habeas.

"Com serenidade aguardamos que o STF reafirme o poder investigatório do Ministério Público", disse o procurador geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa.

‘Celso Daniel foi torturado. Ele sabia demais’, diz promotor do caso ao júri

Caso Celso Daniel

Em janeiro de 2002, Celso Daniel, acompanhado de Sombra, foi abordado na saída de um restaurante e teve o carro bloqueado por outros dois veículos. Em seguida foi levado para um cativeiro, para depois ser executado com oito tiros. Seu corpo foi encontrado dois dias após sua captura em Juquitiba, São Paulo.

Saiba mais sobre o caso Celso Daniel

O MP sustenta que o assassinato de Celso Daniel está ligado a denúncias de corrupção na administração pública de Santo André. O então prefeito teria descoberto que o dinheiro do esquema de corrupção instalado na prefeitura para financiar campanhas eleitorais do PT estava sendo utilizado para arcar com gastos pessoais dos envolvidos.

Segundo a polícia, Celso Daniel teria sido sequestrado por engano, por uma quadrilha da favela Pantanal, localizada na divisa entre São Paulo e Diadema, liderada por Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro – que, na verdade, tinha planejado o rapto de um empresário que não deu certo.

No mês passado, três réus foram condenados pela morte do prefeito.  Ivan Rodrigues da Silva, José Edison da Silva e Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira pegaram penas entre 18 e 24 anos. Antes, apenas um dos acusados havia sido julgado, Marcos Roberto Bispo dos Santos.

Com Agência Estado

    Leia tudo sobre: caso celso danielcelso danielministério públicosombrastf

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG