Temer diz que PMDB e Dilma vão negociar volta de Lobão ao Senado

'As pessoas conversam entre si e se entendem. É isso o que vai acontecer', diz o vice-presidente sobre intenção de lançar ministro Edison Lobão à presidência do Congresso

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O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta terça-feira que uma possível volta do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), ao Senado, para concorrer à presidência da Casa, será resultado da "vontade coletiva" e das negociações entre a presidenta Dilma Rousseff, o ministro e o PMDB. Mais cedo, em entrevista no Rio, Lobão admitiu que a presidente tem tratado do assunto. "Eu não gosto desta ideia", disse.

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A proposta seria Lobão deixar o ministério, que comanda desde o início do governo Dilma, para retomar seu mandato e, em 2013, disputar a Presidência em substituição a José Sarney (PMDB-AP).

Questionado se o que prevaleceria seria a vontade da presidenta Dilma ou de Lobão, Temer afirmou: "A vontade coletiva. As pessoas conversam entre si e se entendem. É isso que vai acontecer".E acrescentou que a negociação vai "depender muito do PMDB e o que o PMDB vai acertar em torno disso".

O vice-presidente declarou que Lobão é "um grande ministro" e que na Presidência do Senado, "com as qualificações políticas e administrativas que ele tem, faria um belo papel".

Temer negou que o movimento político de Dilma signifique uma interferência do Executivo no Legislativo. "Evidentemente, o ministro Lobão tem ótimo trânsito no Senado. E é evidente também em um sistema como o nosso, em que há uma harmonia muito grande entre o Executivo e o Legislativo, é natural que um presidente, uma presidenta possa, digamos, dar sua opinião. Acho que o que ela [Dilma] deu sua opinião", afirmou. 

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