Servidor sacou R$ 3 milhões da Assembleia do Amapá

Ministério Público investiga esquema de lavagem de dinheiro da Assembleia por meio de uma cooperativa de veículos, que teria recebido R$ 4,3 milhões no ano passado

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O Ministério Público e a Polícia Civil, em outra frente da Operação Eclésia, investigam um esquema de lavagem de dinheiro da Assembleia Legislativa do Amapá por meio de uma cooperativa de veículos, a Cootram (Cooperativa de Transportes de Veículos Leves e Pesados do Amapá).

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Utilizando cheques da empresa, o servidor da Assembleia Legislativa Gleidson Luís Amanajás, o "Gargamel" - que é ligado à presidência da Casa -, sacou mais de R$ 3 milhões, em dinheiro vivo, diretamente da conta da instituição. Os saques constam de um ofício do Banco do Brasil enviado ao Ministério Público, a que o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso.

Conforme o promotor Afonso Guimarães, que conduz a investigação, os dirigentes da cooperativa endossam os cheques destinados à empresa, que por sua vez eram descontados na conta da Assembleia. Ainda segundo ele, não há provas de que os veículos foram efetivamente alugados pelos deputados. Em 2011, a Cootram recebeu R$ 4,333 milhões da Assembleia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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