“Ameaças são intoleráveis”, diz procurador-geral sobre caso Cachoeira

Sobre a procuradora que supostamente teria sido alvo de ameaças, Roberto Gurgel disse que pretende conversar com ela e oferecer proteção da PF

iG Brasília |

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticou as supostas ameaças sofridas por membros da Justiça Federal ou do Ministério Público Federal (MPF) envolvidos na Operação Monte Carlo, que tem como alvo o bicheiro Carlos Cachoeira . Segundo Gurgel, caso sejam confirmadas as ameaças, isso se configuraria como uma situação “absolutamente intolerável”.

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Na semana passada, o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela concessão das prisões executadas na Operação Monte Carlo, afastou-se de suas funções da Justiça Federal de Goiás por “desconforto” e “cansaço”, mas admitiu a desistência por “ameaças veladas”. Ele foi substituído pelo juiz federal Alderico Rocha Santos.

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A procuradora Léa Batista de Oliveira também teria sofrido intimidação semelhante ao receber ameaças por e-mails após o término das investigações da Monte Carlo. Na terça-feira última, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) cobrou ‘medidas imediatas e eficazes de segurança’ para os responsáveis pelas investigações da Operação Monte Carlo.

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Gurgel informou na tarde desta quarta-feira que pretende conversar com a procuradora para obter mais informações sobre as ameaças. E, se for o caso, determinar proteção da Polícia Federal a ela. “É preciso verificar a concretude disso. Sendo, é algo absolutamente intolerável, na medida em que representa a tentativa extrema de tolher a atuação do MP”, afirmou Roberto Gurgel.

Nesta quarta-feira, o próprio juiz substituto Alderico Santos disse, em nota oficial, estar preocupado com “as notícias de ameaça a colegas operadores do Direito”. “O caminho da intimidação e da violência não leva à solução, mas a problemas maiores”. Santos afirmou que pretende concluir as instruções do caso até o final de julho.

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