Deputado explica, em nota, que encontro com Cavendish em Paris foi por acaso

Maurício Quintella (PR-AL) diz que sua postura na CPI é 'independente' e que apenas o senador Ciro Nogueira (PP-PI) cumprimentou o ex-presidente da Delta no restaurante

iG São Paulo |

O deputado Maurício Quintella explicou nesta sexta-feira, por meio de nota, que encontrou por acaso o ex-presidente da Delta Fernando Cavendish em viagem a Paris, em abril deste ano. Ontem, na CPI do Cachoeira , o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) pediu a investigação de informações de que parlamentares da comissão teriam se encontrado com Cavendish na capital da França, e ainda denunciou a existência de uma “tropa do cheque” para proteger a Delta nas investigações.

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Em nota, Quintella afirma que participou de uma missão oficial em Uganda, na África, e, em seguida, foi com um grupo de parlamentares para Paris. Segundo ele, era Semana Santa – início de abril – e a CPI que investiga a rede de negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos e envolve a construtora Delta não havia sido criada. “Almocei com o senador Ciro Nogueira, outros parlamentares e suas esposas, em plena luz do dia, em local público e muito frequentado por brasileiros. Na ocasião, o senador Ciro Nogueira, que é amigo do Sr. Fernando Cavendish, o encontrou e cumprimentou. Não o conheço e sequer sabia de quem se tratava”, disse na nota.

Procurado pelo iG , o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não respondeu às ligações até a publicação desta reportagem.

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Quintella reitera ainda que votou a favor das quebras de sigilo da Delta nacional e do Centro-Oeste na CPI e que é autor do requerimento de convocação de Cavendish. “Minha postura na CPI tem sido firme e independente em relação a qualquer investigado”, afirmou o deputado.

O líder do PSDB, senador Alvaro Dias, considerou a denúncia grave e disse que a CPI está “sob orientação política suspeita”. Na quinta-feira (14), requerimento pela convocação de Cavendish à CPI foi rejeitado por 16 votos contra 13. “É preciso recolocar a CPI nos trilhos da investigação para valer, valorizando o essencial, que é o desvio do dinheiro público, por meio das operações da Delta tendo Cachoeira como principal traficante de influência”, afirmou.

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A Delta é apontada pela Polícia Federal como integrante do esquema criminoso montado por Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro por corrupção, formação de quadrilha e outros crimes. De acordo com a PF, a Delta, maior detentora de contratos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e com negócios em vários estados, repassou dinheiro a empresas fantasmas controladas por Cachoeira.

Com Agência Senado

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