CPI adia votação para convocar ex-presidente da Delta e ex-diretor do Dnit

Comissão decidiu que este não era o melhor momento para decidir sobre a presença de Fernando Cavendish e Luiz Antonio Pagot

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A CPI do Cachoeira decidiu nesta quinta-feira adiar as votações de convocação do ex-presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), Luiz Antonio Pagot.

Em uma votação apertada, com 16 votos contrários à convocação imediata e 13 favoráveis, a comissão entendeu que este não é o melhor momento para avaliar a presença do presidente da Delta, empreiteira envolvida com o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira .

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Relator da CPI, Odair Cunha disse que se Pagot tem denúncias a fazer deve recorrer à Polícia Federal


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O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), fez a defesa por sobrestar (retirar da pauta) o pedido. "O que tem de motivar a convocação é a análise da investigação. Por isso, neste momento, entendo não ser (o ideal) a aprovação ou a rejeição desse requerimento. Por isso proponho esse sobrestamento", disse Cunha.

O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), ligado ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que, por sua vez, é amigo de Cavendish, também concordou com adiamento da decisão. "Nós não temos de ter a ânsia de convocar sem ter o que perguntar, apenas para fazer o espetáculo de quem quer que seja", disse.

O líder do PSDB no senado, Alvaro Dias (PR), afirmou que a convocação de Cavendish é "urgente, inadiável e imprescindível". Dias argumentou que Cavendish já teria dito à imprensa que "compra políticos".

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) também era favorável à convocação. "Podemos votar hoje a convocação de Cavendish e deixar a data para ser determinada quando maiores elementos chegarem à CPI. Não é, portanto, uma postura radical. Procuro o caminho do bom senso".

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Quanto a Pagot, a decisão foi tomada com 17 votos contrários à convocação imediata e 13 a favor. Assim como propôs com Cavendish, o relator disse que o melhor no atual momento seria retirar o pedido de convocação de Pagot. "Precisamos nos ater nas informações que são da CPI. Se o Pagot quer vir à CPI, ele terá oportunidade segundo a nossa conveniência. Se ele quer fazer uma denúncia, ele procure a Polícia Federal", disse Cunha.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que Pagot "está desesperado para falar". Segundo Taques, há parlamentares "com medo" do que o ex-diretor do Dnit pode dizer. Pagot já concedeu entrevistas à imprensa levantando suspeitas de irregularidades envolvendo caciques do PSDB e do PT.

"Nós precisamos encontrar o que está no fato determinado pela CPI", afirmou Taques, referindo-se a suspeitas de corrupção no DNIT. Após o resultado, Miro Teixeira questionou se a comissão está com "medo da revelação da verdade".

"A CPI, dois dias depois de o governo ter declarado inidônea a Delta, se recusa a convocar o seu dono. Isso revela uma tropa de cheque, sim", afirmou o deputado, em resposta ao deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), que o desafiou a apresentar os nomes da chamada "bancada do cheque".

Com Agência Estado

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