STF não julgará mensalão com 'sangue nos olhos', diz Ayres Britto

Presidente do Supremo afirma que a disposição dos ministros em julgar o caso não pode ser confundida com 'predisposição para condenar'

iG São Paulo |

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, disse nesta quarta-feira que os ministros não têm "rajas de sangue nos olhos" e que a "predisposição para julgar" o processo do mensalão não se confunde com uma "predisposição para condenar."

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"O Supremo não recebeu a denúncia? A instrução penal não se concretizou? Há uma celeuma, uma discussão, como se essa predisposição para julgar se confundisse com uma predisposição para condenar, como se tivessem os ministros rajas de sangue nos olhos", afirmou Britto em discurso durante evento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília.

Agência Brasil
Carlos Ayres Britto, presidente do STF (à esq.), ao lado de Ricardo Lewandowski, que deve concluir seu relatório sobre o mensalão até o fim do mês: sem 'sangue nos olhos'

O presidente do STF destacou que o processo tem que seguir fases, entre elas o voto do relator, do revisor, e o dos demais ministros, além das sustentações orais dos advogados. "Nada mais natural que isso", afirmou, concluindo que "todos nós estamos nos assumindo como militantes da Constituição."

Na última terça-feira, Ayres Britto já havia dito que não é a opinião pública que está pautando a "predisposição do STF de julgar o caso".

Na última semana, durante sessão administrativa, os ministros do STF definiram que o julgamento do mensalão começa dia 1º de agosto. A proposta aprovada por unanimidade pelos ministros do Supremo, no entanto, ainda depende da liberação do processo revisado pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Lewandowski prometeu terminar a revisão do processo até o final deste mês. Ele concordou com a definição da data de julgamento.

Com Valor Online

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