Conselho de Ética da Câmara adia decisão sobre Protógenes

Definição sobre abertura de processo disciplinar para investigar o deputado do PCdoB-SP por suposta quebra de decoro ficou para o dia 4 de julho

iG São Paulo |

A decisão sobre a abertura de processo disciplinar para investigar o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, foi adiada para o dia 4 de julho. Os deputados pediram vista coletiva ao parecer preliminar apresentado pelo relator do caso, deputado Amauri Teixeira (PT-BA).

Página especial: Leia as últimas notícias sobre a CPI do Cachoeira

O parecer do relator é pela abertura de processo por quebra de decoro parlamentar. Mesmo sendo favorável ao prosseguimento das investigações, o parecer de Teixeira precisa ser aprovado pelo conselho para que seja instaurado o processo do parlamentar paulista. Se o parecer do relator for rejeitado, a representação do PSDB será arquivada.

Protógenes foi flagrado, em interceptações telefônicas da Polícia Federal (PF), em diálogos com Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, um dos principais colaboradores do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alvo de CPI no Congresso Nacional. Amauri Teixeira disse que o seu parecer pela admissibilidade da representação não significa que ele está concluindo pela quebra de decoro do deputado.

Dida Sampaio/AE
Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) pode se tornar alvo de processo por quebra de decoro parlamentar

Em um trecho do parecer, Teixeira diz: “Um parlamentar não pode agir, como tudo indica, tem agido o deputado Protógenes Queiroz, mantendo relacionamento próximo com um notório contraventor e, pior, o auxiliando diante das investigações levadas a cabo pela Polícia Federal”.

O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), questionou o parecer de Teixeira com o argumento de que não há indícios para a abertura de processo disciplinar. Tatto queria encaminhar a bancada petista a votar contra o parecer de Teixeira.

Protógenes foi um dos primeiros a chegar a reunião do Conselho de Ética. Ele defendeu uma solução rápida para o caso e queria que o parecer fosse votado hoje para evitar mais desgastes. Mas com o pedido de vista, não tinha outra saída a não ser o adiamento da decisão para o começo de julho.

Com Agência Brasil

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG