Comissão da Verdade reúne parentes de desaparecidos

Também foi realizado um encontro com a Comissão da Verdade Rubens Paiva, que funciona no âmbito da Assembleia Legislativa paulista

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A Comissão da Verdade reuniu-se nesta segunda com cerca de 50 familiares de mortos e desaparecidos políticos para apresentar detalhes de como está sendo executada a etapa inicial da apuração do colegiado.

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"Foi um encontro comovente", disse o advogado José Carlos Dias, integrante do grupo de notáveis que têm a missão de investigar violações graves aos direitos humanos entre 1946 e 1988. "Mostramos como estamos trabalhando, a metodologia, fizemos uma exposição da lei (que criou a Comissão) para mostrar os poderes que temos."

O encontro, em São Paulo, durou quase quatro horas. O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, o professor e diplomata Paulo Sérgio Pinheiro e a psicanalista Maria Rita Kehl participaram.

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"A comissão se colocou à disposição (dos familiares) para manter um grande entrosamento. Formalmente, não tomamos depoimentos, mas cada um deles foi relatando sua história de dor. Uma conversa muito importante. Me tocou muito o relato de uma mocinha, neta da Eleni Guariba", contou Dias, ex-ministro da Justiça. Eleni, da Vanguarda Popular Revolucionária, está desaparecida desde 1971, quando foi capturada pelo DOI-Codi/Rio.

À tarde, Dias e seus pares se reuniram com a Comissão da Verdade Rubens Paiva, que atua no âmbito da Assembleia Legislativa paulista, sob presidência do deputado estadual Adriano Diogo (PT). "Foi uma reunião de caráter institucional que oficializou o trabalho da Comissão Estadual", disse Diogo.

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"A Comissão Nacional foi criada por lei. Nós instalamos uma comissão de deputados e assessores. Sem o aval e o credenciamento da Comissão Nacional seríamos uma comissão informal, sem papel institucional. Hoje (ontem, dia 11) consolidamos nossa comissão."

Diogo anunciou que o grupo que preside vai reivindicar à União, para abrigar a Comissão Rubens Paiva, o prédio histórico da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio onde no auge da ditadura funcionaram as auditorias militares - ele próprio, então estudante de Geologia da USP, ali foi julgado, mas depois de cumprir um ano e meio de prisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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