Candidato do PSOL no Rio promete 'Primavera Árabe' à carioca

Ao oficializar sua candidatura, Marcelo Freixo disse que quer contar com a participação da sociedade e com o uso das redes sociais para chegar ao segundo turno

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Ao ser oficializado como candidato do PSOL à Prefeitura do Rio em convenção realizada nesta segunda, o deputado estadual e ex-presidente da CPI das Milícias, Marcelo Freixo, anunciou que pretende fazer de sua campanha uma espécie de versão carioca da Primavera Árabe. Para isso, disse contar com a participação da juventude, artistas e movimentos sociais, além do uso das redes sociais para tentar chegar ao segundo turno.

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Fernando Alvim/Futura Press
Marcelo Freixo oficializa sua candidatura a prefeito do Rio pelo PSOL


Com apoio formal apenas do pequeno PCB, pouco tempo de televisão e estrutura limitada, o parlamentar afirmou que não aceita fazer "alianças espúrias" na campanha - em referência ao fato de o prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), liderar coligação com 18 partidos. Em vários momentos, Freixo e seus aliados repetiram que a candidatura buscava alianças com a sociedade.

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O desgaste provocado pela divulgação de fotos que mostraram a proximidade do governador Sérgio Cabral (PMDB) - padrinho político de Paes - com o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, potencial alvo da CPI do Cachoeira no Congresso Nacional, é outro tema que Freixo pretende explorar na campanha.

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"A Primavera Árabe mexeu com toda a estrutura de poder no mundo árabe e teve uma influência muito grande das redes sociais. Essa primavera carioca pode ser diferente, com a grande participação da juventude, que está indignada e que consegue ver na nossa candidatura uma luz e um espaço de esperança", explicou Freixo. "Nossa campanha será de rua e de rede. E vai desafiar toda essa estrutura corrupta que deixa os cidadãos profundamente indignados. Mas pouca vezes essa indignação se transforma numa atitude concreta. Agora chegou a hora", disse o candidato do PSOL.

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Ao lado dos três deputados federais do partido, de seu candidato a vice, o músico Marcelo Yuka, e do ator Wagner Moura, Freixo também disse que não pretende contar com o apoio sequer num eventual segundo turno de outros partidos que fazem oposição a Paes, como o DEM e o PR, que lançaram chapa com o deputado federal Rodrigo Maia e a estadual Clarissa Garotinho - filhos do ex-prefeito Cesar Maia e do ex-governador Anthony Garotinho, respectivamente.

Durante a convenção, foram lidas cartas de apoio de outros artistas, como Caetano Veloso e Ivan Lins, e de apoiadores históricos das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o escritor e frade dominicano Frei Betto e o teólogo Leonardo Boff.

"Ninguém está aqui para ganhar uma licitação ou porque queira se promover. Estamos aqui por boa vontade", destacou Moura, que classificou como "campanha quixotesca" a tentativa de Freixo chegar à prefeitura.

Milícias

Ameaçado de morte por grupos milicianos que controlam bairros e territórios nas zonas norte e oeste da cidade, Freixo disse que não vai deixar de fazer campanha nessas regiões. Ele ressaltou, no entanto, que não fará disso "uma guerra particular".

"A milícia não é um problema meu. É um problema do Rio. Porque se tem um candidato a prefeito nessa cidade que não pode ir para alguns lugares porque criminosos dominam, esse é um problema do Rio de Janeiro", disse.

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