CPI só analisará convocações e quebras de sigilo após governadores falarem

Presidente em exercício da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que sessão desta terça não tomará 'qualquer decisão administrativa'

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A CPI do Cachoeira só voltará a analisar requerimentos de convocação e quebras de sigilos em duas semanas, após ouvir os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), cujos depoimentos estão marcados para os dias 12 e 13 deste mês, respectivamente. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo presidente em exercício da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

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O petista estará no comando dos trabalhos da comissão na reunião marcada para esta terça-feira porque o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente do colegiado, está de licença médica após ser submetido a um cateterismo no final da última semana. 

"Amanhã (terça) só teremos oitivas. Não haverá sessão administrativa para qualquer convocação. Elas serão definidas na volta do presidente titular. Amanhã não tomaremos qualquer decisão administrativa. Reunião administrativa só depois da semana que vem, depois do depoimento dos governadores", afirmou Teixeira. 

Nesta segunda, o senador Pedro Taques (PDT-MT), membro da CPI, defendeu a convocação do ex-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot, e de Fernando Cavendish, o dono da construtora Delta. Em entrevistas publicadas no último final de semana, Pagot acusou o PT e o PSDB de usarem os governos federal e de São Paulo para bancar as campanhas políticas.

Na terça, estão marcados os depoimentos de pessoas que tiveram relação com a venda da casa onde o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso. O imóvel era do governador Marconi Perillo e, segundo ele, foi vendido para Walter Paulo, da Faculdade Padrão. A empresa que comprou a casa, a Mestra Administração e Participações, está em nome de laranjas, segundo as investigações da Polícia Federal.

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