Conselho de Ética rejeita pedido de Demóstenes para perícia em áudios da PF

Defesa argumentava que as gravações em que o senador conversa com Cachoeira foram editadas, adulteradas e descontextualizadas

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O senadores que integram o Conselho de Ética rejeitaram nesta terça-feira o pedido da defesa de Demóstenes Torres (sem partido-GO) para realização de perícia nas gravações da Polícia Federal que indicam envolvimento dele com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

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A defesa argumenta que as gravações foram adulteradas e que as frases que indicam o envolvimento do senador foram avaliadas de forma descontextualizada.

“Há, sim, graves e sérios indícios de supressão de texto e edição de diálogos que podem vir a influenciar o julgamento e causar a nulidade do processo analisado pelo Supremo Tribunal Federal”, defendeu o advogado Marcelo Turbay.

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No entanto, o relator do processo, senador Humberto Costa (PT-PE), considerou as perícias "desnecessárias, impertinentes e procrastinatórias", no que foi apoiado pelos demais membros do Conselho.

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De acordo com o relator, o pedido foi indeferido pela inexistência de "qualquer fato que coloque em dúvida ou sob suspeita" as gravações. Costa quer que o parecer final do Conselho de Ética seja votado no plenário do Senado antes do recesso parlamentar, que começa em 17 de julho.

O processo avalia se Demóstenes quebrou o decoro parlamentar devido às suas ligações com o empresário Carlinhos Cachoeira. As suspeitas são de que o senador teria colocado seu mandato a serviço da suposta organização criminosa comandada pelo empresário goiano.

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