Após xingamentos na CPI, deputado pede desculpa e senador não aceita

Na última reunião da comissão, Silvio Costa (PTB-PE) bateu boca com Pedro Taques (PDT-MT), que promete representá-lo por quebra de decoro

Adriano Ceolin - iG Brasília | - Atualizada às

O senador Pedro Taques (PDT-MT) não aceitou o pedido de desculpas do deputado Silvio Costa (PTB-PE) hoje na reunião da CPI do Cachoeira e disse que vai representá-lo por quebra de decoro parlamentar. Durante bate-boca na semana passada , o pernambucano xingou com palavrões o matogrossense após ele defender o direito constitucional de o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) permanecer calado ao prestar depoimento.

Silvio Costa: Saiba quem é o deputado que xingou um senador na CPI

Assista ao vídeo da briga de Costa com Taques

Agência Câmara
Deputado Silvio Costa, que já havia brigado na CPI, também partiu para cima do senador Pedro Taques


"Lamento o ocorrido. Lamento ter usado palavras chulas fora do microfone. Peço desculpas ao senador Pedro Taques", disse Costa. O pernambucano, porém, lembrou que não poderia ter sido interrompido durante a sua fala, mas levou um bronca do vice-presidente da CPI, Paulo Teixeira (PT-SP). "Não deveria ter sido interrompido, mas vossa excelência usou um tom indevido durante a reunião", afirmou Teixeira.

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Em seguida, Teixeira passou a palavra ao senador Pedro Taques. O matogrossense ressaltou que não teve o objetivo de defender Demóstenes, mas apenas o direito constitucional que cada cidadão tem de permanecer calado durante depoimento. "Fui o primeiro a questionar o senador Demóstenes Torres em plenário. Fui o primeiro a assinar o pedido de abertura desta CPI", afirmou.

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Sem perder a calma, Taques finalizou: "Não cabe ao deputado me pedir desculpas. Tem de pedir desculpas para os seus eleitores de Pernambuco. Vou representá-lo por quebra de decoro". De imediato, Silvio Costa pediu para para falar em tom irritado: "Retiro o meu pedido de desculpas ao senador Pedro Taques. Pode me representar (por quebra de decoro)".

No caso de deputado federal, cabe à Mesa Diretora da Câmara decidir abertura de processo por quebra de decoro após o recebimento formal de representação.

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