Senadores aumentam pressão por voto aberto no caso Demóstenes

'Este é o Senado da República, não o Senado do segredo', diz Pedro Taques (PDT-MT) em discurso; Alvaro Dias (PSDB-PR) e Pedro Simon (PMDB-RS) apoiam o colega

iG São Paulo |

Em discurso nesta segunda-feira da tribuna do Senado, o senador Pedro Taques (PDT-MT) fez um apelo ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), para que coloque em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna aberto o voto no Senado.

Leia mais: Senadores acham resultado natural, mas temem voto secreto no caso Demóstenes

Leia também: Senado já tem 41 votos para cassar Demóstenes Torres

Mais Demóstenes: Líder do PSOL teme que voto secreto 'salve' ex-senador do DEM

"Este é o Senado da República, não é o Senado do segredo, do sigilo, da reserva. E um dos princípios que decorrem da República é justamente esse, a publicidade dos nossos atos", afirmou.

Ainda nesta segunda-feira, outro senador, Aécio Neves (PSDB-MG), também defendeu o voto aberto para a decisão sobre o futuro de Demóstenes , mas não revelou qual deve ser sua posição. 

Pedro Taques denunciou um movimento que estaria em curso na Casa para esvaziar a sessão de votação secreta do processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alvo de CPI no Congresso.São necessários 41 votos para determinar a perda do mandato.

O parlamentar mencionou o impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992, quando a Câmara autorizou e o Senado condenou o então presidente da República por crime de responsabilidade, sempre com o voto aberto. Taques acrescentou que os julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) também são públicos.

"Cada parlamentar terá que assumir a sua responsabilidade, primeiro perante os eleitores que os mandaram, depois para com a nação e sua própria consciência. Não há que se falar que senador da República está sendo pressionado. Quem não aguentar pressão, não venha ao Senado, fique dentro de sua casa assistindo TV, é bom que aqui não esteja", criticou.

Em aparte, o senador foi apoiado por Alvaro Dias (PSDB-PR), que sugeriu propor ao presidente do Senado a recusa em se votar qualquer matéria até a deliberação das PECs sobre o voto secreto. Pedro Simon (PMDB-RS) também apoiou o discurso e afirmou não haver razão para os senadores se esconderem atrás do voto secreto.

Com Agência Senado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG