Procurador-geral nega espionagem no Ministério Público de Goiás

Direção do órgão alega que computadores não teriam capacidade para armazenar imagens ou informações de promotores

Wilson Lima iG Brasília |

Em nota oficial, o procurador-geral do Ministério Público de Goiás (MPE-GO), Benedito Torres Neto, classificou como “informação sem fundamento técnico” a representação de promotores responsáveis pelo combate ao crime organizado no Estado contra o suposto uso de um software espião  encaminhada à Corregedoria do órgão. Pela denúncia, o programa foi utilizado para quebrar o sigilo de operações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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Segundo o procurador-geral, o software é utilizado há aproximadamente cinco anos por membros do Ministério Público Estadual de Goiás. Além disso, o sistema, segundo Neto, exige login e senha dos promotores e servidores. O programa, conforme Neto, é certificado anualmente pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini (ligada à Universidade de São Paulo). “Buscam colocar em descrédito o MP de Goiás inteiro com uma ilação deste nível que tem conotação política”, afirmou o procurador-geral.

Ainda de acordo com o diretor-geral do MPE-GO, Frederico Siqueira Guedes, os servidores da instituição não teriam como suportar o armazenamento de imagens retiradas dos computadores dos promotores conforme está previsto na representação. Segundo a denúncia, os computadores do MPE-GO eram monitorados por um programa que "fotograva" a tela dos promotores a cada 30 segundos. Isso, segundo Guedes, exigiria 7tb (terabytes) em cada computador e 19pb (petabytes) no servidor central da instituição. “Essas capacidades estão longe do real”, afirmou em nota.

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